quarta-feira, 30 de maio de 2012

Devota de São Dave

Gente, já contei como foi o show do Foo Fighters pra vocês? Não? Bom, é que eu sou assim mesmo e acho normal que o blog funcione mais ou menos como a minha cabeça: meio bagunça mesmo, sorry.
Aproximadamente 6 horas de viagem no ônibus, café da manhã na rodoviária com direito a cover sósia do Dave Grohl - juro que o menino parecia muito -, na fila pra entrar já deu pra ver gente vomitando - sei lá o que essa gente tem na cabeça pra beber antes de um show desses, eu que não ia dar sorte pro azar e eu nem sabia o que estava por vir.
Vou confessar que nunca fui muito fã de passar horas em pé, mas passei as 8 horas seguintes assim, exceto por uns minutinhos sentada na areia no meio de dezenas de pernas sob um sol e tanto. Minha fé é inabalável.
Pra provar mais ainda minha devoção de fã eu comecei a sentir uma dor muito doída no estômago por volta de 13h e daí pra frente foi só rezar pra começar logo. Eu ficava imaginando se eles já teriam chegado e talz. A única distração eram os benditos copinhos de água que eram jogados pra gente não morrer de sede, já que ninguém estava disposto a sair de seu privilegiado lugar. Sim, estávamos na frente e não, eu não queria assistir às outras bandas que tocaram naquele palco, aliás a organização do Lola fez de propósito, colocando todas as outras bandas boas no outro palco, só pra ter público pras bandinhas que tocaram no palco verde que não me lembro o nome.
Pra falar a verdade, quando Tv on the Radio começou a tocar eu já estava querendo atirar em cada um dos integrantes.

Daquele dia em diante eu chamaria esse dia de o melhor e o pior da minha vida (dramático, não é?). Quando ouvi o som da guitarra pela primeira vez senti meu corpo enfraquecer, sério. A primeira coisa que o Dave fez quando entrou foi correr pela passarela bem do meu lado e é claro que eu já estava aos prantos tanto por estar ouvindo Foo Fighters ao vivo quanto por ter umas 10 pessoas pisando no meu pé ao mesmo tempo. Depois de desistir do meu lugar "privilegiado" que acabou se tornando uma tortura, fui ver o show lááááá de trás, não sem relutar muito, mas acabou sendo uma boa escolha. Foi muito mais tranquilo e pude assistir o show com mais atenção. E o melhor: enquanto saía da multidão pela frente do palco depois de ser carregada pelos seguranças (vergonha...), pude vê-los bem de pertinho enquanto me esganiçava de tanto chorar por sair de perto do palco.

Gostou? É por isso que quero ver Foo Fighters mais 10 mil vezes, mas não em festivais. E mesmo assim voltaria àquele dia sem pensar duas vezes.

sábado, 26 de maio de 2012

Ser ou não ser

Vi um filme ontem, filme bobinho de adolescente, mas me fez pensar em um assunto - quantas versões de você  mesmo você tem?
Sabe o que eu quero dizer? Não? Vou explicar.

Eu sou a eu do trabalho - atrapalhada, tensa - e também sou a eu rica - quando estou no shopping (não sei porquê, quando estou no shopping acho que sou rica e quero levar tudo). Além dessas também sou a versão namorada que se derrete e tenta ser perfeita (mas não consegue, que fique bem claro), em casa é o meu eu negro que se manifesta, aquele que se irrita com qualquer coisa sei lá por que motivo. E parece que em cada lugar, com cada pessoa diferente eu sou uma versão querendo me adaptar feito um camaleão ao ambiente em que estou. Como se não fosse sufuciente ser eu mesma. Aliás, qual dessas sou eu de verdade? Eu nem sei dizer.

Mas eu sei qual eu prefiro ser - a que eu ainda não sou, a pessoa perfeita que eu ainda pretendo ser um dia. É isso mesmo que você leu, p-e-r-f-e-i-t-a. Como Deus quer. 

Sai pra lá crise existencial!

:-P