quarta-feira, 12 de junho de 2013

Namorados


Estou encostada em seu peito e olho para cima só para ver seu rosto. Estamos assistindo a um programa qualquer, não importa. Só de ver o contorno do queixo dele me sinto mais feliz. E pensar que arriscamos perder isso mais de uma vez. Com as brigas idiotas, os ciúmes sem fundamento, as TPMs mal direcionadas. Enquanto penso na sorte que tenho ele olha para baixo e em seus olhos eu vejo que ele pensa como eu.
- Quer que eu pegue um cobertor? - Isso me soa como um "eu te amo".
- Não, não precisa. - E continuo. - Amor, e se um dia a gente deixar de se amar? E se a gente se odiar?
- Por que tá me perguntando isso? Eu não pretendo deixar de te amar nunca. E você?
- Nunca.
- Então essa sua pergunta não tem cabimento, né. Não se preocupa, o que é de verdade a gente nunca perde, fica sempre no coração.
- Como a gente sabe se é de verdade?
- É de verdade quando eu passo o dia rindo, mas só me sinto feliz quando chego em casa e te vejo, quando acordo de noite e sinto você ao meu lado, quando tudo dá errado, olho pra você e a gente acha graça. É de verdade quando estamos assim, como agora e eu não poderia imaginar um jeito de ser mais perfeito.
Depois dessa fico sem argumentos. O programa continua e ele me abraça, meu mundo é perfeito nesse momento. Me pergunto se seremos "para sempre", mas essas coisas a gente não sabe, a gente vive. Eu vivo pra ele e ele vive pra mim, enquanto  for bom assim sei que estaremos felizes.



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