quinta-feira, 18 de julho de 2013

Adultizando a visão

Ainda bem que sou adulta. Ah tá, falou a velha. Não, sério gente, eu não sou madura, não sou entendida, não sou vivida e tenho muito saudade da infância, mas ser "adulta" me abriu os olhos pra umas coisas que criança não percebe.
Toda vez que tem uma reunião de família eu fico reparando nos meus parentes, vejo como eles se comportam, converso com eles, conversa de adulto. E me admiro em ver que eles são tão interessantes, sabe, me dou muito melhor com eles agora que estou "no mundo", que não sou tratada como criança. Mesmo quando o assunto é meio sério demais pro meu gosto, ainda assim eu gosto, fico reparando nos pontos de vista, quem é sério, quem não sabe nada de nada, quem só parece adulto - como eu - e gosto disso. Alguns que eu achava incríveis agora são normais e outros que eu achava muito complicados viraram meus ídolos. Entendo melhor porque cada um está onde está e como chegou lá. Acabei percebendo que a idade faz a gente ser incluída, mas não faz nossa cabeça. Quando eu era criança achava que com 23 anos seria uma pessoa diferente, certinha e talz, mas no fundo ainda sou a mesma, apesar de ter mudado muito ainda sou eu mesma. Me diz se isso não é surpreendente.
Agora que esclareci esse ponto na minha vida só fico imaginando se serei uma velhinha pirracenta como sou e sempre fui. E se eu for, acho que vou achar a maior graça. Essa sou eu.
Por coincidência ou não fiz esse post ouvindo a garota que nunca envelhece, Avril Lavigne...


2 comentários:

  1. haha, eu penso nisso tbm: eu não mudei, eu sou a mesma criança cabeça dura, cheia de opiniões ( e isso nem sempre é bom).

    Mas muita coisa eu passei a ver com outros olhos, principalmente no quesito maternidade...

    Um beijo,
    Re

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    Respostas
    1. É, eu entendo melhor minha mãe hoje do que quando tinha 15 anos. hehe

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