sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Resenha: A Livraria 24hs do Mr. Penumbra

Lembram que eu fiz um post contando de uns livros que comprei na Livraria Cultura? Então. Eu já li todos há muuuuito tempo e queria fazer resenha de um em particular: A Livraria 24hs do Mr. Penumbra porque esse livro mexe com meus brios de leitora compulsiva. Eis a sinopse:

A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra - um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso.
Agora eu vou contar o que achei. Esse livro me pegou porque ele fala de... livros. Eu sempre quis ter/trabalhar em uma livraria e achei incrível a ideia de uma livraria misteriosa onde acontece mais do que apenas a compra e venda de livros, o que já é excitante por si só. Mas aí o Robin Sloan - o autor - vem e deixa tudo mais interessante misturando esse ambiente "arcaico" que é uma livraria com todo um aparato tecnológico utilizado pelos personagens. Esse livro, ao meu ver, é a resposta pra quem diz que a internet matou os livros, ou coisas sem sentido como essa, é a junção da modernidade que a gente já se acostumou com o antigo e cool que a gente - pelo menos eu - não quero deixar de lado. O livro todo é cheio de referências atuais e a gente se identifica com o Clay porque ele é um cara normal, não é extraordinário, é apenas mediano na vida, mas quer sempre ser algo mais. E ainda tem um mistério a ser revelado: o que será que acontece nos corredores escuros da livraria?
Mais uma coisa: eu sempre pensei que essa nossa tecnologia toda estragaria 90% dos roteiros de livros de mistério, já que a gente descobre de tudo pela internet, sem contar as ligações de celular que tiram a tensão de um momento em que o personagem está em apuros, mas em A Livraria tudo se conecta, literalmente.
O livro é divertido e rende boas horas de leitura interessante. Alguém aí já leu?

Livro: A Livraria 24hs do Mr. Penumbra
Autor: Robin Sloan
Editora: Novo Conceito

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Agora sim, fui.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Primeira vez no brechó

O título do post é meio falso, na verdade hoje eu fui num brechó pela segunda vez, a primeira foi na semana passada, mas como eu estava afobada com as provas da faculdade não tive tempo de contar minha experiência e juntei tudo pra mostrar agora. Fiquei tão animada com minhas compras que esse post está passando na frente de uns três que eu tinha planejado publicar aqui.
Olha, aqui reina a sinceridade e eu falo logo que não tenho paciência de procurar brechó, esse é um dos motivos pra nunca ter ido, mas como eu tenho a Juliana e a Bárbara na minha vida, meu único trabalho foi ir lá e comprar porque elas já deram todas as dicas em seus respectivos blogs.

O primeiro brechó eu visitei na quinta-feira passada, na igreja Nossa Senhora da Conceição, no Engenho Novo. Esse fica nos fundos da Igreja e olha, não foi uma boa primeira vez. Lá é como a Ju disse, muito desorganizado, então tem que ter paciência pra achar coisas legais e como eu fui num fim de tarde, acredito que saí prejudicada. Mesmo assim trouxe três peças pra casa, só que todas precisam de ajustes, que eu estou rezando pra minha vó fazer. O que me animou foi a conta, no total, gastei R$6, acredita? Não sei se é sempre assim, mas achei as peças meio caidinhas e peguei birrinha já, sou dessas. Um ponto muito positivo é que todo mundo que estava lá era muito simpático e até me ajudaram a procurar umas roupas.

Não consegui focar de jeito nenhum, sorry. Essa saia é de um tricô, eu acho, e ficou legal, mas quero encurtar ela e não sei se vou conseguir.
Essa blusa foi minha preferida do dia, como dá pra perceber, ela não fecha. Vou tirar o zíper e pregar botões fofinhos e talvez ajustar um pouco pra não ficar tão larga.
Achei a estampa bonitinha e levei, tem que trocar o elástico do cós. Ainda tô decidindo se é saia de velha.
Já minha segunda vez me deixou muito mais animada, fui no brechó da Igreja Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado. Tinha até "fila" pra entrar - eu e mais duas pessoas - e estava bem movimentado. O espaço é todo organizadinho, em araras e divido por tipos de peça. Lá eu comprei cinco peças e paguei R$23, cada uma ficou entre 5 e 6 reais, exceto a blusa de bolinhas, que foi R$3. Esse amorzinho de lugar tinha muitas roupas boas e sem defeito, fiquei com vontade de levar um monte, só não achei shorts, a moça me disse que uma outra moça tinha levado todos (!) e o único que tinha lá era 36 - quem me dera, 36... - então fiquei na vontade.
A única foto que saiu direito é essa em que o Capa está de intruso. Isso é uma saia, viu gente, é que não tenho cabide apropriado e tive que colocar assim mesmo, ela é justa, gostei.
Essa blusinha fofa foi a que saiu a 3 reais, a moça cismou que estava amarelada e me deu desconto, mas eu acho que ela é bege mesmo. De qualquer forma, ficou linda com um cinto que eu tenho aqui.
Essa blusa é de um vermelho bem bonito, mais escuro, mas acabou saindo assim.

A saia do amor. Foi a primeira peça que vi quando entrei e não larguei mais. Tive que vestir pra fotografar porque ela é de amarrar e não tinha como colocar no cabide. Parece azul, mas é roxinha, tá.
Detalhe da estampa (acabei fotografando justo uma parte que tem uma mancha, vamos ver se sai quando lavar)
Esse vestido caiu tão bem em mim que eu nem acreditei. Fiquei gatxinha... hehe
Depois dessas experiências queria poder visitar mais brechós, meu bolso ficaria feliz. Pena que meu horário de trabalho não me permite ir sempre, por isso demorei tanto a visitar esses.
Esse post é dedicado às senhoritas Juliana e Bárbara que me deram todo o conhecimento e vontade pra começar minha própria saga de brechós.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mudei o Cabelo


Hoje o post é pra mostrar meu cabelinho novo.

Gostaram? Era pra ser simples, eu faria apenas a escova progressiva, mas ficou tão lisinho na hora que não resisti e lasquei a tesoura na franja. Não se engane com minha foto ali do lado, meu cabelo num dia bom é assim:
Já estava querendo franjinha há um tempão, mas não queria fazer escova todo dia, então esperei até esse momento. No primeiro dia morri de medo de molhar o cabelo e ele enrolar – o que não aconteceu, ainda bem – e ficava olhando, olhando pra ele. Como a progressiva desbotou horrores meu ruivo, no dia seguinte tonalizei, só que, fuéin fuéin, o belão ficou manchado – quem tonaliza me entende – e eu fiquei meio frustrada. O bom e também o mau é que tonalizante sai rápido.
Não satisfeita, fui ao salão na sexta pra tirar as pontas ressecadas e acertar a franja que cortei em casa. A moça que cortou meu cabelo da última vez não estava lá (saudades Marcelo, saudades Caxias) e o cara que cortou não quis fazer o que eu queria de jeito nenhum, disse que se eu cortasse em camadas – coisa que faço há anos – as pontas iam ficar espigadas por causa da progressiva. Se tem uma coisa que eu odeio é cabeleireiro que não faz o que eu quero, desde que não seja uma idiotice. É claro que eu conheço meu cabelo melhor que ele e sei o que dá e o que não dá. Conclusão: ele apenas aparou as pontas – pelo menos não pelou minha cabeça – e desfiou um pouco a frente – não vi diferença nenhuma. E achei que a franja ficou um pouco mais curta do que deveria porque eu queria ter a opção de colocar de lado e ela tinha que cobrir minha sobrancelha, que está precisando ser pintada junto com a raíz, diga-se de passagem. Pena que não tirei uma foto antes de cortar pra vocês verem como estava a franja caseira, acho que quando crescer um pouquinho vai ficar mais legal.
Apesar dos pesares, estou amando meu cabelo novo, cada dia me acostumo mais com ele e aprendo a ajeitar e tal. Como vocês veem, não ficou lisinho, mas tudo bem porque fico com cara de doente quando faço escova lisa. E eu não modelo a franja todo dia, só quando lavo e ela pega uma forma legal. Se vocês acham que fiquei com cara de biscoito, entrem pro clube porque até eu achei, só que de um jeito bom.
;)

P.S.: Desculpem pelas fotos fuleragem e a cara limpa, é que sou uma mortal com uma câmera fraquinha que chega cansada do trabalho e tem preguiça de maquiar só pra tirar foto.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Eu na Bienal 2013

Eu fui no céu e voltei, minha gente. Passei o sábado lá na Bienal e amei, claro que tive meus contra-tempos, mas tudo foi muito incrível. Se você ainda não foi na Bienal está perdendo um programão.
Fui direto do trabalho e entre atrasos do Branco e engarrafamentos, comecei o trajeto meio-dia e meia e só cheguei lá 16hs (!). Como não somos bobos nem nada, comemos num restaurante do lado de fora do RioCentro - gente, um pastel com refresco custava R$10 lá dentro e a água, R$4, dá pra acreditar? - e só depois entramos. Eu estava ansiosa porque não queria perder o Café Literário. E ainda bem que não perdi. Os participantes eram a Leticia Wierzchoswki e o Javier Moro que falaram sobre seus livros, mercado literário, inspiração para os assuntos que eles abordam nos seus livros, tudo muito interessante.

Leticia Wierzchowski e Javier Moro

Logo que acabou eu fui correndo pro stand da Intrínseca comprar o livro da Leticia - ó a intimidade - e pegar um autógrafo. Tinha fila pra entrar no stand, gente! E pra pagar... Mas valeu muito a pena quando a lindona lembrou que eu estava no evento anterior e disse que eu sou muito simpática - vamos fingir que sou, tá - e eu morrendo de vergonha porque sou tiete mesmo. Pessoas, ela é uma linda, muito simpática, engraçada, sabe a pessoa que te deixa encantada de primeira? Então.

Virei mais fã
 Depois disso finalmente relaxei e comecei a andança, Branco deu graças a Deus porque eu fiz ele correr à beça pra não perder os horários. Os stands estavam lindos, organizados, as pessoas estavam tão felizes lá, sabe, todo mundo compartilhando esse gosto pela leitura. Foi um dia incrível pra mim, mesmo que depois eu tenha ficado acabada de tanto andar, fora a viagem, né...
Virei uma doida varrida e saí comprando tudo - ou quase, afinal não sou rica, hein - e no final o saldo foi de 14 livros em várias sacolas. Até o Branco se empolgou e comprou uns pra ele, fora os que são nossos.

Alguns dos livros que comprei
 Achei os preços bem em conta, levando em consideração que a maioria dos livros que comprei é mais recente ou lançamento. Além disso, tinha umas promoções tipo 2 por R$10, R$2 cada, tudo por R$10, coisas assim. Até aproveitei e comprei os 3 primeiros livros da minha sobrinha, que só tem 9 meses. *-*

Luna aprovou as camas novas

Eu tinha falado que iria no dia 1º também, mas não deu, eu estava dolorida, sério. Pretendo ir no dia 7, então ainda tenho muita coisa pra ver e comprar (será?).