quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

BC Rotaroots - De onde eu blogo

Primeiramente quero dizer que estou muito feliz de estar participando desse grupo lindo que é o Rotaroots. Conheço há pouco tempo e já considero pra caramba hehe. Não conhece? O Rotaroots foi criado pra juntar blogueiros das antigas e trocar ideias legais, principalmente sobre os velhos tempos de blogagem. Todo mês tem uma blogagem temática e a desse mês, como vocês leram ali em cima, é De onde eu blogo.
Eu estou em cima do laço porque o mês já está acabando, mas ainda tá valendo e eu ganho desconto porque tô estudando muito. Certo? Não? Então desculpa.

Segundamente estou meio envergonhada de mostrar meu cantinho depois de ver os cantinhos mais lindos e fofos dos outros blogs. O meu é bem simples e eu queria mudar tudo, porém é aqui que eu venho pra escrever no meu querido blog, pra estudar, assistir filmes, séries, etc, ou seja, passo quase todo o meu tempo em casa sentada nessa cadeira que estou agora e o sofá da sala de vez em quando me fala que está com saudades. Não riam de mim, viu.

 Panorama geral. É nessa mesa maravilhosamente marrom, dividida com o namorado, que eu passo meus dias. Graças a Deus eu não trabalho em casa - nesse momento na verdade eu trabalho em lugar nenhum - porque ela não tem nem metade do tamanho necessário pra ser um home office decente. Ela fica no quarto por pura insistência do namorado e geralmente está cheia de cacareco, qualquer coisa que a gente não queira segurar ou  guardar vai parar ali. Até uns meses atrás não tínhamos essa cadeira e usávamos um banquinho, dá pra imaginar a dor nas costas.
Essas caixinhas de som são muito importante por aqui porque eu passo boa parte do dia ouvindo música, o namorado é músico, sem contar que praticamente uso o PC como televisão, então precisamos de um som legal.

 Esse cofrinho fica bem à vista pra gente não esquecer de encher. Era uma lata de relógio, como vocês podem reparar, mas agora só guarda moedas de 1 real ou valor superior, foi promovido. 

Essa é a impressora mais multiuso que existe. Além de imprimir, scannear e tirar xerox, ainda serve de estante pros livros e revistas que eu estou lendo (ou não) e quase toda noite de cama pra Luna, que não se acanha e joga tudo no chão pra liberar espaço pra dormir. Quase toda manhã eu acordo bem disfarçadamente e olho ao redor pra ver se os gatos não estão por perto pra poder ficar mais uns minutinhos deitada antes de começar a miação por comida, quando eu penso que estou segura - sempre me esquecendo que ela dorme lá - a Luna levanta a cabeça, deitada em cima da impressora e mia como quem diz "até que enfim você acordou!"

Já adivinharam pra que essa fita métrica? Como consumidora assídua dos sites chineses e afins, deixo a fitinha bem perto de mim pro caso de precisar me medir na hora de comprar uma roupa linda que parece caber apenas nas asiáticas.

 Como eu disse, tenho estudado muito. Peguei muitas matérias nesse semestre e quero dar conta de tudo. Essa listinha é pra que eu não perca os prazos de entrega das avaliações à distância e fica bem na minha frente pra fazer uma pressão psicológica em mim na hora que eu abro algum site/blog/Facebook/etc ao invés de estudar. Funciona? Marromeno...

 Essa vidinha do Mario já teve dias melhores. Houve uma época em que os gatos gostavam muito dela e eu tinha que esconder deles, mas não jogo fora porque considero a primeira decoração que tivemos aqui em casa. Quando eu imprimir os outros Cube Crafts vou ficar cheia de cabecinhas quadradas aqui pela casa. Ali atrás não dá pra ver, mas ficam os poucos CD's que eu tenho, inclusive os do Foo fighters que eu só escutei uma vez pra não estragar.

Meu porta-lápis handmade fica pertinho de mim e é a coisa mais colorida daqui. Ele é tão lindinho que de vez em quando eu fico admirando ele pra espairecer. Tem um post meio que ensinando a fazer essa lindeza.

Então é daqui que eu blogo. Espero que vocês tenham gostado do meu cantinho honesto. Acompanhem os próximos posts do Rotaroots e participem também, prometo que a gente é legal.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Filme - O Impossível


O Impossível é um filme baseado na história de sobrevivência de uma família espanhola ao tsunami que devastou a Tailândia no ano de 2004.

Maria (Naomi Watts), Henry (Ewan McGregor) e seus três filhos estão de férias em um resort à beira de uma linda praia tailandesa quando um tsunami destrói tudo e mata milhares de pessoas. Feridos e separados, eles tentam sobreviver e descobrir se os outros estão vivos e bem.

Eu confesso que não tenho estrutura psicológica para assistir a esses filmes de desastres naturais. Além do sofrimento que eu transfiro pra mim, ainda fico totalmente paranoica de que possa acontecer comigo também, o que quer dizer que já estou recusando desde já convites para praia, pelo menos por enquanto. Mas como uma prima me disse que valia a pena e eu tive oportunidade de assistir no Telecine (Net, abra mais vezes os canais de filme, agradecida), dividi minha atenção entre o filme e o arroz no fogo numa tarde dessas.

Nossa, prepare-se para sentir muita dor no coração. É muito triste ver as famílias totalmente perdidas, sem saber quem sobreviveu e quem não conseguiu, é muito chocante ver como num instante tudo pode mudar. Sinceramente, eu me senti muito mal vendo a cena da tsunami chegando, arrasando, levando vidas embora. Saber que isso tudo aconteceu mesmo é realmente doloroso. Eu me lembro bem do dia que aconteceu, vi as notícias no jornal e foi um dia triste, ver o filme me fez lembrar da tristeza de novo.

O filme te faz ficar esperando o momento que vai acontecer o desastre e é tenso o tempo todo, quando finalmente vem a onda você já está paralisado, aterrorizado como os personagens. Os efeitos são bem realistas, as cenas da Maria e o filho mais velho Lucas (Tom Holland) rolando pelas ondas totalmente sem controle ficaram impressionantes. Quantas vezes eu posso escrever angustiante sem vocês cansarem?





Quando as águas baixam e podemos ver a real situação do lugar e dos ferimentos é no mínimo assustador e mãe e filho ainda tem que sobreviver. Esse menino que faz o Lucas arrasa. Ele cuida da mãe, age com muita racionalidade, mas também tem o seu momento de sentir o baque da tragédia.
Acho que posso dizer que 95% das cenas são muito delicadas e chocantes ao mesmo tempo. O Impossível é um filme sobre superar seus limites, encarar ou calar sentimentos e dores em prol da sobrevivência, como se espera de um filme desses.
Enquanto escrevia isso tudo estava procurando a expressão certa para definir o filme, acabei de lembrar: de cortar o coração.

O que destoou foi o cara da Zurich Seguros aparecer no final e falar que ia cuidar de tudo, nossa, ficou parecendo merchan no meio da tragédia. Eu achei que as melhores cenas foram as da Maria com o Lucas porque foram as mais realistas em relação ao desastre e pela emoção que os dois souberam representar muito bem. O Ewan McGregor também fez uma cena tocante falando ao telefone com um parente, totalmente desesperado sobre como não sabia como encontrar a mulher e o outro filho.
Se quiser assistir prepare-se emocionalmente porque provavelmente você vai passar o resto do dia triste e talvez tenha pesadelos com ondas gigantes.

Quando toca Everybody Hurts do R.E.M. é de arrasar...


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Dica de Livro que Vale a Pena


Quem gosta de ler como eu acaba criando muito carinho por certos livros durante a vida. Eu mesma não gosto de emprestar os meus, mas tem alguns em especial que sinceramente, tenho ciúme até de alguém mexer neles. A maioria que se encaixa nessa categoria eu li quando ainda era criança e me marcaram muito - nunca duvide da importância do livro na infância - e decidi fazer uma sessão aqui no blog indicando livros assim: que valem a pena ler e guardar a vida toda.

O primeiro livro que vou indicar é As Crônicas de Nárnia.
C.S. Lewis criou esse mundo fantástico chamado Nárnia e encantou muita gente nesses anos todos desde o lançamento do primeiro volume (1949). Sim, é uma coleção antiga, nem minha mãe era nascida quando ele começou a escrever esses livros.
Os livros que compõem a coleção Crônicas de Nárnia em ordem de publicação são:

  • O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa
  • Príncipe Caspian
  • A Viagem do Peregrino da Alvorada
  • A Cadeira de Prata
  • O Cavalo e seu Menino
  • O Sobrinho do Mago
  • A Última Batalha

Um grande detalhe é que a ordem de publicação dos livros não é cronológica, assim por exemplo os acontecimentos em O Sobrinho do Mago são anteriores aos d'O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa. Eu nunca li em ordem cronológica e acho legal assim porque a gente vai descobrindo aos poucos como as coisas aconteceram e só vamos descobrir a maior curiosidade de todas - como Nárnia surgiu - em O Sobrinho do Mago.





Mesmo que você ainda não tenha lido os livros, é provável que já tenha assistido a um dos filmes que foram lançados há alguns anos atrás - parece que ainda lançarão A Cadeira de Prata - e já goste muito da história, mas é sempre bom ler a história original, que é rica em detalhes e muito emocionante. Eu também vi os filmes primeiro e só depois tive a oportunidade de comprar o livro único com todas as histórias e no começo fiquei muito apegada aos irmãos Pevensie, não aceitei bem que eles não aparecem nos outros livros (a não ser em uma citação ou outra sobre os Grandes Reis). Como eu não tinha lido os livros, achava que tratava-se da história deles, mas não, como o nome diz, nós somos convidados a conhecer esse mundo fantástico chamado Nárnia cheio de aventuras e personagens fantásticos, lições sobre a vida, amizade, conquistas, humildade, perseverança, etc.

Os livros que eu mais gosto são O Cavalo e seu Menino e O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa.

À primeira vista, Crônicas de Nárnia parece ser dirigido às crianças, mas eu li já velha e me encantei muito pela história, acho que se uma história é bem contada ela vai conquistar pessoas de todas as idades. Em muitos momentos me emocionei com o rumo das coisas e fiquei realmente tocada pela mensagem passada sutilmente e progressivamente durante cada passagem de tempo. C.S. Lewis criou uma dinâmica em que coisas maravilhosas como cavalos falantes são apresentadas muito naturalmente e a narrativa toda é assim até que chega uma hora que você já espera encontrar um rato com uma espada pela rua e conversar com ele ou chamar pra um duelo. 

Outra coisa que ACDN me ensinou foi a aceitar o enredo como ele é. Como cada livro se passa em tempos diferentes, a gente é pego de surpresa quando percebe que não vai mais encontrar os mesmos personagens do livro anterior, se você se apega fácil como eu vai sofrer e isso meio que também é uma lição do livro: as pessoas vão embora, o tempo passa, as coisas mudam, a gente tem que se adaptar a realidade do tempo e da vida.

Além disso, os personagens nos ensinam a ter uma visão mais inocente da vida, a ver as coisas com naturalidade, a sermos mais acolhedores com as pessoas - e os animais falantes - e a ver a beleza da vida mesmo nos momentos difíceis.

As Crônicas de Nárnia é uma coleção que eu vou fazer questão de apresentar para os meus filhos no futuro e com certeza vou guardar comigo pra vida inteira.

Aguardem os próximos posts dessa tag e se gostou, faz também e me avisa que eu quero saber quais livros vocês vão guardar pra vida.

Oh, não esquece de seguir o As Coisas que Eu Quero lhe Falar  e eu nas redes sociais, provavelmente você vai descobrir primeiro sobre as minhas leituras por lá.

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Filme - A Hospedeira


A Hospedeira é a adaptação do livro de mesmo nome de Stephenie Meyer, a autora da saga Crepúsculo. O filme conta a história de Peregrina e Melanie.

Peregrina é de uma raça alienígena que usa outras formas de vida como hospedeiros.  Melanie é uma das últimas sobreviventes da ocupação das almas e se sacrifica para proteger seu irmão e seu companheiro, Jared. Peregrina é escolhida por ser uma alma experiente para ocupar Melanie e descobrir onde se escondem os sobreviventes. Normalmente depois que os corpos são tomados a identidade dos humanos some, mas Melanie permanece e complica a vida de Peregrina (ou Peg, para os íntimos). A vontade de Mel (porque sou íntima) de viver e encontrar seu irmão é tão forte que as duas, em um só corpo seguem em busca de um lugar que pode ser seguro para os sobreviventes e onde as pessoas que Mel ama podem ter ido. Peg então descobre que os sentimentos humanos são muito mais complexos do que ela pensava e que não vai ser tão fácil assim tomar esse corpo para si.

Fiquei bem animada quando soube que esse filme ia acontecer, mas infelizmente ele não foi um sucesso como os outros filhos da Stephenie Meyer. Apesar de eu gostar muito do livro (tenho e já li duas vezes, poderia ler novamente agora se tivesse tempo), o filme deixou muito a desejar. Houve mudanças significativas em algumas partes, que pra mim são relevantes: fizeram tudo muito futurista estilo anos 80, com carros espelhados (WTF?) e todo mundo de branco, a Buscadora virou a Diane Kruger (linda, mas nada a ver com o livro), o Jared (Max Ironsdevia ser mais velho (e mais bonito hehe) e o Ian, o meu Ian, que eu imaginava bem musculoso e charmoso, virou o cara do Percy Jackson (Jake Abel) que eu já não gostava lá e gostei menos ainda nesse filme, sem contar que ele também deveria ser mais velho. O irmão da Mel, Jamie (Chandler Canterbury) devia ser mais velho também ou mais crescido pelo menos. Qual o problema dessa produção com a idade? Tinha limite?

Ian O'shea


Também achei que faltou explorar mais os outros personagens do livro, alguns nem foram apresentados.
De pontos positivos eu posso dizer que as cenas nas cavernas ficaram bonitas, era minha maior curiosidade saber como seria viver embaixo da terra e algumas cenas capturaram bem o estilo da Stephenie de fazer graça com as falas dos personagens, podia ter mais, mas foi bom.
Como ficção científica deixa a desejar se formos comparar com outros grandes filmes que chegaram antes, o negócio seria mostrar mesmo essa de ser tomado por outra pessoa e ser você, mas não conseguir comandar as próprias ações, o conflito da Peg de se sentir dividida entre os próprios sentimentos e os da Melanie, coisas que realmente me emocionaram no livro e ficaram meio apagadas no filme, sem contar as questões filosóficas, políticas e talz que envolvem o conceito da ocupação alien com o objetivo de "aprimorar" os seres humanos quando na verdade eles tiram o livre arbítrio das pessoas. Em uma cena a Buscadora diz "eles eram horríveis, matavam a si mesmos e o planeta em que vivem" (ou algo parecido), então algumas coisas poderiam ter sido mais aproveitadas ali.
Eu vejo assim: li o livro, sei que poderia ter sido melhor, se eu não tivesse lido iria achar o filme meio fraco, imagino que qualquer um que não tenha lido e assista deve achar um pouco também.
Enfim, valeu porque eu gosto de comparar sempre as adaptações de livro e a atriz que faz a Melanie (a mesma de Um Olhar do Paraíso) é bem boa e bem parecida com o que eu imaginava ser a Melanie.

Bônus legal: aparecer a Emily Browning, a Violet do filme Desventuras em Série que eu nunca mais tinha visto em filme nenhum. Não vou contar quem ela é pra não dar spoiler.



domingo, 16 de fevereiro de 2014

Prisioneira


Explorando um lado cronista meu, trago um texto que me veio hoje à cabeça.

Já se passaram dez minutos e muitas das palavras que eu queria desabafar já se perderam. A mente é tão limitada. Os sentimentos tão complexos e as palavras tão poucas. E tudo que eu tento te fazer entender sai errado da minha boca.
Já é madrugada, um clichê de filme batido e aqui estou, me remoendo, me sentindo em pedaços, me sentindo perdida. 

É muito fácil entender agora porque os maiores escritores morreram jovens e infelizes. Escrever exige muita dor, cada letra que alcança o papel é uma gota de sangue do autor, externando na escrita o que não soube demonstrar a pessoa amada. Eu tento botar pra fora, mas parece que tudo que eu tenho vontade de fazer seria idiota. A chuva finalmente caiu depois de tantos dias justamente quando eu também desabo sem forças pra argumentar e eu sinto que a única coisa que me aliviaria é sentar ali na rua e deixar ela cair em mim, lavar de mim todas as palavras que saíram errado, como em uns vinte filmes que já assisti.

Dói tanto. Dói querer sair disso, ir pra um lugar seguro onde eu não tenha que me esforçar tanto, mas eu sinto um gancho na minha pele, que limita a distância que eu posso ir, se eu for longe demais ele me rasga e apesar da dor ser grande agora, seria muito pior sangrar até morrer.
Então eu tento agir naturalmente, dou comido ao gato e tomo banho, me obrigo a sair do lugar quando na verdade eu poderia passar os próximos cinco anos parada olhando pra parede. Faço tudo pra evitar qualquer movimento que pareça saído de um filme dramático. Só que tudo que aparece nos filmes tá certo, é exatamente como sinto, estou perdida de mim, não sei pra onde ir, não sei o que fazer. Dentro de mim eu estou jogando os pratos no chão, rasgando as roupas, cortando a pele, gritando até a garganta arranhar, botando fogo nas fotos, enterrando as memórias. Mas olhando de fora eu estou só olhando pela janela. Contenho toda hora minhas mãos que tentam arranhar meu rosto, direcionar a dor pra outro lugar, não quero parecer louca apesar de já ter perdido a sanidade há tempos.

Não é engraçado - estou morrendo de rir - que tudo isso tenha sido só um mal entendido? E mesmo assim você não fez nada pra consertar. Um erro não conserta outro erro. Imagino quantas histórias lindas já foram destruídas por um mal entendido. Isso não justifica nada, eu só queria que você tivesse lutado por mim. E queria que agora que sei que você não vai lutar eu tivesse coragem de romper a pele e me libertar do gancho. Eu sinto que já estou quase lá, falta uma camada fina, mas eu sou covarde e sei que se você voltar antes que eu me liberte eu não vou conseguir terminar de rasgar a única coisa que me prende a você: eu.

Nós repetimos mil vezes a mesma conversa, andamos em círculos, eu tentando dizer que estou magoada, você tentando dizer que sente muito. Seguimos nesse looping esperando que o tempo volte atrás e nada tenha acontecido ainda, mas a pergunta que martela minha cabeça é se teria sido diferente se a gente tentasse de novo. Teria sido? Você teria me esperado? Teria ficado por mim?

Como não posso saber fico repetindo o quanto me sinto decepcionada e te decepciono a cada palavra que falo e isso nunca será resolvido de verdade. Mas quem sabe da próxima vez eu tenha coragem de arrancar o gancho de uma vez só e vai ver que ele nem estava tão fundo assim então eu não morreria tentando me livrar de me ater a você e se um dia eu voltasse, esse gancho nunca mais iria me prender nem a você nem a ninguém.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Coturno porque sim


Estou convencida de que em algum momento desse ano vou vencer minhas neuroses e comprar um coturno. Acho lindimais, mas quando coloco em mim me acho machinha. rs
Pra tirar essas minhocas da cabeça e me inspirar para as futuras produções com o coturno lindo que eu ainda não tenho, busquei por aí meninas arrasando com essa peça roubada dos militares que já deixou de ser exclusivamente masculina há muito tempo. Tentei buscar peças diferentes combinadas com o coturno, então temos abaixo shorts, vestidos e saias, além da legging que fica linda também e é a minha primeira opção, por isso não preciso de referências - mentira, fiquei com preguiça de procurar mais.

Vamos deixar as vergonhas bobas de lado e encontrar jeitos novos de nos vestir, certo gente? Ah! Aceito sugestões de lojas pra comprar o meu que não precise vender um rim pra pagar.

Coturno + Shorts

Coturno + Vestido

Coturno + Saia
 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sobre ser independente



Eu não sou independente. Será que alguém é? Sem amarras, sem um guia, um conselho, um qualquer coisa que dê segurança na jornada de viver. Saí da casa da mamãe, pago minhas contas, tenho conta corrente, decidi onde morar, onde trabalhar, o que comprar no mercado, mas não sou independente.

Acho que existe no ser humano um gene que impede que sejamos totalmente independentes. Eu posso até querer tomar todas as decisões da minha vida, mas nem tudo depende de mim. Posso querer passar o resto da vida sem falar com mais ninguém, mas essa se tornará com certeza a tarefa mais difícil de realizar, a não ser que eu vá viver numa floresta, num deserto, numa caverna...

E na hora da solidão, a quem recorrer? Na hora do medo, pra quem eu vou sair correndo? De quem vou esconder minhas lágrimas? Na hora da dúvida típica de libriana, vou ficar fadada a sempre fazer unidunitê ao invés de perguntar "o que você acha?".
Viver em sociedade é ser dependente. É precisar de um sorriso amigo, de um abraço, de um conselho, de uma risada alheia, de alguém que me faça rir. É nunca me sentir confortável pensando em solidão, mesmo que de vez em quando seja bom ficar sozinha. É encontrar alguém que gosta do mesmo livro/filme/programa que eu. É me identificar com um estranho pela estampa da camisa na rua. É me sentir incluída e participativa.

E nada disso quer dizer que eu sempre tenho que contar com as mesmas pessoas sempre. Precisei de 24 anos de vida pra entender finalmente que cada indivíduo tem seu papel na vida de outrem (eita, primeira vez que uso esse pronome), que há pessoas e pessoas e que nem sempre poderemos contar com as mesmas para coisas diferentes e que isso não faz delas pessoas incompletas ou imperfeitas, apenas diferentes. E que não é preciso terminar um relacionamento apenas porque as ideias são diferentes.
E então posso dizer: sou dependente sim, porque sou humana.

Ufa! Ainda bem que aprendi isso a tempo. 


P.S.: Fotos do Branco