segunda-feira, 31 de março de 2014

Filme - A Bússola de Ouro


Acabei de assistir A Bússola de Ouro (The Golden Compass) e vim correndo fazer esse post enquanto ainda estou com o filme fresco na cabeça.

Lyra Belacqua é uma menina orfã que não gosta de aceitar ordens sem as devidas explicações. Ao conhecer a Senhorita Coulter, o que ela mais deseja é viajar para o Norte, ver ursos polares e descobrir o que é Pó, uma substância misteriosa que os adultos acham muito perigosa (hehe). O que ela acaba descobrindo é que existe um grande perigo para todas as crianças e com a ajuda de alguns amigos e uma profecia, ela é a única que pode salvar o mundo.

Achou estranho? Aguarde.
Nesse mundo em que Lyra vive, todas as pessoas tem um daemon, que nada mais é do que suas almas em forma de animais. Durante o crescimento da criança o daemon pode mudar, mas quando ela cresce, ele toma a forma de um animal específico (que eu assimilei à personalidade) até a pessoa morrer. O de Lyra, Pantalaimon (ou Pan), ainda não se definiu e pode ser um pássaro, um guaxinim ou um gato dependendo do humor dela. Uma outra visão que eu tive é que a alma em forma de animal poderia ser uma metáfora para a importância que os nossos animaizinhos de estimação tem nas nossas vidas e que devemos cuidar muito bem deles, caso contrário, uma vida sem alma não é uma vida completa. Mas isso sou eu divagando.

A história começa quando Lyra (Dakota Blue Richards) se esconde em um armário - numa sala em que ela não deveria entrar - e escuta uma conversa entre seu tutor, Lorde Asriel, e o mestre da Universidade onde ela mora. Sua curiosidade sobre o Pó faz com que ela peça que Lorde Asriel a leve em sua jornada para pesquisar uma atividade inédita dessa matéria, mas ele manda que ela mantenha segredo sobre o assunto e fique onde está para sua própria segurança.
É aí que entra Marisa Coulter (Nicole Kidman), a princípio uma inspiração para Lyra, acaba se tornando uma ameça, então ela foge e se perde pelas ruas de Londres e é encontrada pelos Gípcios, que contam a ela que muitas crianças foram sequestradas, inclusive seus amigos Roger e Billy. Então Lyra decide encontrá-los com a ajuda da Bússola de Ouro que recebeu, e de alguns amigos que faz pelo caminho, como o urso polar Iorek Byrnison e o "cowboy dos céus" Lee Scoresby.


Esse filme é de 2007 e sim, eu já sabia de sua existência desde que foi lançado. Não sei por que, mas nunca me interessei em ver ele antes, acho que foi numa época em que eu achava que nenhum filme de fantasia seria melhor que Harry Potter - o que é verdade até certo ponto - e também porque foi na mesma época em que foi lançado Stardust, As Crônicas de Nárnia e parecia uma epidemia de universos mágicos, era tudo muito confuso. Também acho que a publicidade dele foi muito fraca por aqui.

Enfim, eu estava querendo ver um filme bem lindo e foi exatamente o que eu achei. Efeitos especiais maravilhosos, muito bem feitos, uma história que foge um pouco do comum e muita ação, tudo vindo de uma menininha de 11 anos, cabelos revoltos e muita coragem.
O que eu achei mais incrível é a força dessa personagem, que tão jovem, conseguiu ser o centro de uma revolução e em nenhum momento teve medo de seguir em frente. As melhores partes foram as cenas em que Lyra ganha um novo amigo porque ela cativa com sua força e traz para fora o que há de melhor nessas pessoas - e urso - que desejam ajudá-la em seu objetivo e estão prontas para darem a vida em prol dessa missão e pela Lyra. E o melhor é que ela também faria o mesmo, provando durante toda a jornada que ninguém fica pra trás e nenhum, assunto pela metade.

Quando percebi que o filme ia terminar e a história não estava concluída fiquei triste porque sei que era pra ter duas continuações e elas não foram produzidas. Não entendo o motivo pelo qual esse filme não deslanchou, já que tem uma história forte e é super bem produzido, além de ter um elenco muito bom.

Pra quem não sabe, A Bússola de Ouro é a adaptação de uma série de livros do escritor Philip Pullman que se chama Fronteiras do Universo e somente o primeiro livro foi adaptado devido ao "fracasso" de bilheteria.
Na época de lançamento houve uma pequena polêmica envolvendo a Igreja Católica porque parece que os livros são meio ateístas e a Igreja recomendou que o filme não fosse assistido. Óbvio que esse não foi o motivo da baixa audiência, afinal a gente não está mais na Idade Média, eu culpo o marketing ruim e a falta de timing pro lançamento, quer dizer, se eu não quis assistir no cinema pelos motivos que citei acima, quem garante que outras pessoas não pensaram o mesmo.
Como eu gostei muito da história, vou procurar os livros pra descobrir o que acontece, não li antes porque achei que seria ruim já que não se fala muito sobre eles por aí.



Eu tenho esse pensamento que é, ou muito evoluído, ou muito infantil de que a maioria dos filmes e livros feitos pra crianças na verdade são feitos para adultos aprenderem uma lição e esse com certeza é um deles.
Terminei de assistir com uma vontade imensa de ser como a Lyra, muito valente, sem medo de lutar pelas pessoas e pelas coisas em que acredito, não aceitar um porque sim como resposta, correr atrás do que eu realmente acho importante, não me acomodar com os padrões de comportamento sociais.

E acima de tudo, ter um urso polar de armadura como guarda-costas.

quarta-feira, 26 de março de 2014

BC Rotaroots: Meme - 5 coisas pra fazer na minha cidade

Essa tag foi sugerida pelo Rotaroots, grupo que tem o objetivo de resgatar as raízes da blogosfera. Se você quiser participar e ver os outros blogs que participam clica aqui. Para acompanhar minhas outras postagens da Blogagem Coletiva clique aqui.

Ah o Rio de janeiro, cidade maravilhosa... Aqui não falta lugar legal pra conhecer e eu particularmente não gosto de muvuca, então vou tentar fugir um pouco do óbvio aqui nas dicas.

Trilhas

Acredite se quiser, o Rio não é só praia, não - que confuso isso. Aqui a gente ainda tem uns matos que podem ser explorados. Sim, temos trilhas lindas com vistas incríveis e com um pouco de disposição e às vezes um guia, dá pra passar um dia lindo fazendo exercícios AND dando um alô pra natureza. Eu já fiz algumas e recomendo muito, mesmo que você morra de cansaço no fim do dia, também tem essa paz que dá ficar longe dessa confusão da cidade. Quando a gente está lá e ouve os barulhinhos do mato, o vento é diferente, algumas trilhas tem até cachoeira e a sensação é de estar em outro mundo ainda que tenha aqui e ali um toque humano, como placas e... lixo. :(
Nesse link tem 15 trilhas de vários níveis de dificuldade para quem quer um tour diferente pelo Rio.
Falei sobre uma das trilhas que fiz nesse post.

Essa foto o Branco tirou no dia que fizemos a trilha da Urca

Bares

Eu sei, bar tem em qualquer lugar. Mas eu acredito que em poucos lugares você vai achar pessoas tão receptivas quanto aqui no Rio, ainda mais depois de tomar umas. Pode ser na Lapa, na Zona Norte ou na Zona Sul - clichê, mas vai - quando a gente entra num bar já se sente mais à vontade. Faz amizade com o garçom, pede música se tiver ao vivo - nada de MPB porque né, todo mundo toca a mesma coisa - joga sinuca, come todos os petiscos do cardápio. Eu particularmente prefiro os que tocam rock, claro, ou que não toque nada que é pra conversa ficar mais fácil. Pertinho aqui de casa tem um que chama Biker's Pub, é daqueles simplesinhos, mas de bom coração, só toca rock e tem shows com bandas independentes muito boas da região. Se estiver por perto me avisa.


Feiras de Domingo

Não sei se em todo lugar é assim, mas aqui todo bairro tem uma feirinha no domingo de manhã que é onde você tem que ir pra comer bem. Fora a hortifruti nossa de toda semana, dá pra comprar aquele pastel de feira com caldo de cana, tapioca, goma pra fazer tapioca em casa e outros produtos nordestinos, doces, além de toda uma miscelânea de produtos novos e usados que Deus sabe de onde veio. Essa parte eu não recomendo muito. O importante é a comilança. Tem a feira da praça Saens Peña também, que é um lugar bem legal pra comprar bijuterias e roupas artesanais, tem bastante coisa bonita por lá. Fiquei sabendo que funciona sexta e sábado de 8 às 18hs, pra mim era todo dia, mas tá, fiquem avisados.
Ai que vontade de comer tapioca de queijo coalho que me deu agora!


Piquenique

Acho que um dos programas mais charmosos que se pode fazer na vida é um piquenique e aqui no Rio o que não falta é lugar pra estender a toalha quadriculada e comer muito - repararam como comer é uma constante na minha vida? Eu aconselho em primeiro lugar a Quinta da Boa Vista, que é cheia de grama verdinha e tem até um laguinho. Nos fins de semana fica bem cheio, muitas famílias passam o dia lá com os filhos e vez ou outra tem uns eventos por ali.
Chame os amigos, escolha muitas gostosuras - não esqueça os doces! -, leve uma câmera pra registrar esse momento, talvez um violão ou uma caixinha de som pra fazer a trilha sonora e aproveite uma tarde gostosa e sem pressa com quem você gosta.


Cultura

As pessoas às vezes esquecem, mas o Rio também tem muitos espaços culturais incríveis. Eu amo o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) que sempre tem umas exposições lindas, mas além dele também tem o Centro Cultural dos Correios que é do lado do CCBB, o Paço Imperial também pertinho, a Casa França-Brasil que traz sempre alguma exposição ligada a tecnologia, tudo isso no Centro da cidade. Nessa mesma área também tem vários teatros com precinhos camaradas.

Essa foto é de quando fui na exposição da Yayoi Kusama

Então se você não é do Rio e vier visitar ou se é daqui e cansou de ir à praia todo fim de semana, essas são as minhas sugestões de diversão. Aliás, tô precisando de um piquenique qualquer dia desses, o último que fizemos foi meio furado.

Como chegar:
  • A praça Saens Peña fica na saída da estação Saens Peña do metrô, na Tijuca.
  • Pra chegar na Quinta da Boa Vista o jeito mais fácil é ir de metrô ou trem e descer na Estação São Cristóvão.
  • O endereço do CCBB é Rua Primeiro de Março, 66, Centro.
  • Já o Centro Cultural Correios fica do ladinho, mas o endereço é Rua Visconde de Itaboraí, 20.
  • A Casa França-Brasil é na mesma rua, Visconde de Itaboraí, 78.
  • E por último, o Paço Imperial fica na Praça XV de Novembro, 48.

terça-feira, 25 de março de 2014

Exibicionismo Felino

Esse post é apenas pra vocês saberem que eu tenho o gato mais lindo do mundo. E que ele faz freela de modelo de vez em quando.

As fotos são todas do Ângelo Branco e o orgulho é todo nosso.







quinta-feira, 13 de março de 2014

So Get Yourself a Car



Desde que eu era adolescente tenho um sonho recorrente, que nem sempre é um sonho completo, às vezes é só uma parte de outro sonho, em que eu estou dirigindo um carro, só que não sei dirigir. É daqueles sonhos sem pé nem cabeça onde você está na piscina ou sei lá e do nada está em outro lugar, comigo é sempre num carro. Às vezes eu ganho um carro, outras vezes estou fugindo, posso estar passeando também, não importa, o detalhe é que do nada eu tenho um carro nas mãos e dirijo ele só no volante, eu nunca sei usar os pedais e as marchas.

Já tentei levar pro lado da análise em que o fato de eu não saber dirigir - no caso, usar os pedais porque mesmo sem eles o carro anda que é uma beleza - quer dizer que eu não sei comandar minha vida, que eu me sinto perdida, essas coisas, mas a verdade é que eu nunca soube mesmo usar os pedais do carro literalmente. Sempre que eu estou no carro de alguém observo como a pessoa dirige, mas a única parte que me deixa intrigada são os pedais, essa engenhosidade toda de usar os pés pra fazer o carro andar e a coordenação que eu não tenho...

Mas por que eu estou falando isso?

É que na noite retrasada eu sonhei que eu sabia usar os pedais do carro que eu dirigia - que aliás era um carro antigo azul muito bonito - e isso aconteceu justo na noite anterior ao meu exame teórico da auto escola. E eu passei no exame. Isso quer dizer que... finalmente eu vou aprender na prática e principalmente no mundo real como é que se usa a embreagem, o freio e o acelerador. \o/

Só vim compartilhar porque achei interessante como nosso subconsciente trabalha.

Até a próxima!


hahahahahahahahaha

segunda-feira, 10 de março de 2014

Série - Nashville


O Netflix do meu coração me deu mais uma série pra viciar. Estava enjoada das séries que tenho visto ultimamente e não podia ver The Walking Dead nem o final de Breaking Bad porque estou acompanhando com o namorado e ele não estava em casa, então procurei por uma série dramática, mas não muito complexa pra assistir entre uma apostila e outra da faculdade - isso chama descansar a mente, viu gente, mas fica bem pertinho de ser preguiça - e eis que achei Nashville.

Por que eu me interessei? Porque ela é ambientada em um lugar diferente dos que se costumar ver em séries, nada de Nova York, nem Califórnia, Miami, nada disso, estamos em Nashville, Tennessee, minha gente, a terra do country. As protagonistas da série são duas cantoras de country music e eu amei isso, não que seja meu estilo preferido de música, mas de vez em quando eu gosto de ouvir, acho que é um estilo riquíssimo que nem todo mundo conhece por aqui, além disso, o quão diferente que é ver uma série falando sobre esse universo que pelo menos até onde eu sei fica meio de lado se comparado ao pop chiclete que toca nas rádios.
Então nós temos duas mulheres incríveis: Rayna James (Connie Britton), a veterana, musa, superstar do country e Juliette Barnes (Hayden Panetiere), que é o sucesso do momento. Ambas são muito talentosas, mas muito diferentes, enquanto Rayna tenta manter sua carreira construída em anos de trabalho, dividindo seu tempo entre a música, as filhas, o marido Teddy (Eric Close), candidato a prefeito e o pai controlador e ausente, Juliette quer consolidar seu sucesso em meio às suas próprias crises, muitas por causa da mãe viciada e omissa.
Além do sucesso na música country, a história das duas está unida pela gravadora que quer uma turnê conjunta para melhorar o status de ambas, porém Rayna não tem paciência pra quem tá começando quer voltar ao topo sozinha e Juliette não quer descer de lá.
Também conquistou meu coração o ex-namorado de Rayna, Deacon (Charles Esten), que também é músico de sua banda e um grande compositor e gato. É claro que não teria graça se os dois não fossem mais apaixonados e o Deacon vai de uma estrela do country pra outra como uma bolinha de ping pong.



No elenco secundário, mas nem tanto, temos Gunnar (Sam Palladio), Scarlett (Clare Bowen) e Avery (Jonathan Jackson), jovens que querem chegar ao sucesso e se dividem entre a música e o emprego que paga o aluguel. Scarllet foi para Nashville para apoiar Avery, seu namorado que quer ser um astro, mas quem acaba chamando atenção de um produtor grande é ela quando se apresenta por acaso junto de Gunnar. Acompanhem a inveja de Avery crescendo... hahaha

Avery invejando a beleza da Scarlett

Se eu não me engano a série está na segunda temporada, então eu ainda tenho muita coisa pra ver.

Posso deixar bem claro que o cabelo da Rayna é maravilhoso? Ainda não decidi se é loiro ou ruivo do tipo strawberry blond, mas é certo que eu amei essa cor e essa textura de diva.


Eu só assisti cinco episódios e estou gostando muito dos conflitos e da trilha sonora que não podia deixar de ser country. Fiz até uma playlist com algumas músicas que gostei da série, escuta aí pra ver se você gosta também.


P.S.: Procurando fotos pro post recebi vários spoilers na cara. Que raiva! hahahahaha

terça-feira, 4 de março de 2014

Filme - Her


No domingo tivemos a premiação mais importante do cinema, o Oscar e no mesmo dia eu fui assistir Her - em português, Ela. Não tinha ideia do que se tratava o filme, mas quando vi o trailer fiquei curiosa pra ver.

Theodore (Joaquin Phoenix) se separou de sua mulher e vive uma vida solitária e sem graça, contando apenas com sua amiga Amy (Amy Adams) e escrevendo cartas profissionalmente. Um belo dia ele compra um sistema operacional personalizado super avançado que interage com ele. Samantha (voz mais sexy do mundo da Scarlett Johanson), como se auto denomina o SO, começa a demonstrar que é muito mais do que um computador e desenvolve sentimentos complexos como nós humanos, Theodore também se apaixona por ela e vive um dilema por não saber como pode ter um futuro se relacionando com uma pessoa sem corpo.

Parece coisa de maluco? Parece, mas é justamente aí que está a beleza do filme. O que é normal e o que não é quando se trata de amor? Só é possível amar alguém que se possa tocar? Um relacionamento se constrói com sexo ou com troca de ideias, companheirismo, amor puro e dedicação?
O diretor Spike Jonze transmite durante todo o filme uma sensação de delicadeza sobre o amor, uma sensibilidade que tem mais a ver com aceitação do que com adaptação.
É possível amar uma voz e ser amado de volta.



A fotografia é bem bonita, com uns quadros incríveis principalmente quando Thedore sai com a Samantha, reparem nas roupas com cara de antigas, cinturas altas e golinhas em cenários que ficam entre o moderno e o atual. Joaquin Phoenix faz um cara qualquer, normal que poderia ser alguém que você conhece, todo tímido e pensativo, porém um escritor sensível, um verdadeiro romântico e Scarlett Johanson deu vida a uma voz que você poderia jurar que é uma pessoa e que está ali do lado do amor de sua vida, as reações e o próprio crescimento dela como um ser pensante e apaixonado ficaram excelentes.

Ao mesmo tempo, temos uma crítica à nossa modernidade que fica muito evidente nas cenas em que as pessoas na rua interagem com seus SO e parecem estar alheias às outras pessoas em volta. Onde fica o limite entre o que é virtual e o que é real? Em Her esse limite não existe. Sim, todos acham normal namorar uma voz num computador, fazer amizade com uma voz no computador, vide a cena em que Theodore conta pra seu colega de trabalho que sua namorada é na verdade um Sistema Operacional.
Durante o filme me questionei o quanto de Samantha era sentimento real e se era real e o quanto era apenas uma programação muito bem feita para atender a demanda de um cliente, já que durante a instalação do programa é feito um questionário para adequar o SO ao seu novo dono. Ela mesma se questiona durante o filme e olha, dá um nó na cabeça tentar entender.
O fato é que a relação do Theodore e da Samantha vai ficando cada vez mais íntima e começa apresentar características tão comuns quanto qualquer outra, como o ciúme, a vontade de agradar, as diferenças de pensamento que fazem com que nos distanciemos apesar do amor e a trilha sonora cria um clima de gente apaixonada muito gostoso, meio melancólica, meio romântica.
Do outro lado da moeda, Amy tem uma relação real, quero dizer física, mas que também está longe de ser perfeita, seu marido é um cri cri controlador e ela se sente apagada, como fica evidente em algumas cenas. Então o que é necessário pra ter um relacionamento de verdade, o que é amor, quem criou as regras?
Deu pra entender, que esse filme é uma lindeza só? A quantos tipos de preconceitos nós podemos aplicar essas reflexões, não é?




Em um diálogo com Thedore, a Samantha falou uma coisa que ficou ecoando na minha cabeça:


"Não é engraçado que o passado é só uma história que nós contamos pra nós mesmos?"


Her Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original e vocês já entenderam o porquê, né? Aliás eu torci pra que ganhasse também o de Melhor Música por The Moon Song que é lindíssima na cena do filme nas vozes do Joaquin Phoenix e da Scarlet Johanson.
Eu acho que vale ver no cinema, corre lá!