terça-feira, 29 de abril de 2014

BC Rotaroots - Discos da minha vida

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots. Se quiser ver outras como essa clique aqui.

Eu sou da geração dos CD's, disco mesmo só tive quando era bem pequenininha e me lembro bem: um era do Ronald McDonald, outro da Eliana (tinha a música dos dedinhos), um da Xuxa (aquele do alfabeto), acho que tive um da ainda dupla Sandy & Junior (tinha a música dos Power Rangers, me invejem). Embora sejam clássicos - cof cof - não considero esses os álbuns da minha vida. Eu vivo de música, mas sempre no modo aleatório, então tá sendo difícil fazer essa lista. Vamos ver no que dá.


Linkin Park - Live in Texas

Adolescência é uma fase muito difícil, ô se é, e esses moços do Linkin Park parecem que nunca saíram de lá porque sempre fazem essas músicas "sufridas" de adolescente que ninguém entende. Nem sei dizer qual delas eu ouvi mais desde que um amigo achou o CD no chão e me emprestou/deu quando eu tinha uns 14 anos. O CD ao vivo só tem hit e é óbvio que é bom. Tem Somewhere I Belong, a primeira que eu ouvi da banda, se eu não me engano; tem Lying From You, uma das minhas preferidas, Crawling, In the End... Me permitam dizer que já me envergonhei incontáveis vezes pros vizinhos por cantar a plenos pulmões todas elas. Houve tempos em que já considerei Linkin Park minha banda preferida e apesar de terem perdido o posto, ainda considero uma banda muito boa que mudou de maneira pertinente ao longo do tempo.
Obs: Ainda dou suspiros por Mike Shinoda.


Avril Lavigne - Let Go

Eu morria de inveja da chapinha da Avril. hahahaha
Seguindo o mesmo esquema do Live in Texas, o primeiro CD da musa da imortalidade era bom pra exorcizar os demônios adolescentes. Ouvi tanto, mas tanto que tomei nojo. Passei uns bons anos sem ouvir, mas agora eu gosto de novo. Até hoje eu sei a ordem das músicas e quando uma acaba já vem na minha cabeça o início da próxima, o que causa certa confusão quando tá tocando no aleatório.
As minhas preferidas? I'm With You - claro! -, Mobile e Anything but Ordinary.
Engraçado é que eu nem gosto dos outros CD's dela, alíás, nem procurei conhecer, só conheço os hits e até gosto da maioria. Let Go foi o one and only da Avril Lavigne pra mim.


Evanescence - Anywhere but Home

Sempre admirei a Amy Lee por cantar numa banda de rock super pesado. Ao mesmo tempo em que o som era agressivo, a voz dela deixava tudo mais bonito, sofrido, porém bonito. Tenho tantas lembranças escutando esse álbum que chega a ser difícil de contar. Importante mesmo é que as músicas são muito boas e ouvi à exaustão. Amo, amo, amo My Last Breath, Going Under e Breath No More.


A Fine Frenzy - Bomb in a Birdcage

Eu demorei muito a conhecer A Fine Frenzy infelizmente, mas quando conheci foi amor a primeira vista. É bom que fique claro que esse álbum fica empatado com One Cell in the Sea, mas como a primeira música que conheci foi Happier, resolvi colocar ele. Não sei se são as letras ou se é a Alison Sudol que faz ser tão lindo ouvir essas músicas, a voz dela é a coisa mais perfeita e as letras são tão delicadas e deixam a gente feliz e triste ao mesmo tempo. Se alguém pedisse pra eu escolher apenas uma música desse CD eu provavelmente levaria semanas decidindo ou morreria tentando. Happier, Stood up, Electric Twist, What I Wouldn't Do, The Beacon, New Heights e Blow Away são as que eu mais escuto.


Foo Fighters - Wasting Light

Se eu não colocasse Foo Fighters aqui vocês iam desconfiar que não fui eu que escrevi essa lista. E não, esse não é o CD que tem Everlong, mas é muito importante pra mim. Vejam bem, amo demais essa banda maravilhosa e só de escolher um álbum só meu coração dói. O motivo maior de ter escolhido Wasting Light é que esse foi o primeiro CD da banda que eu realmente acompanhei desde o começo, ansiando por notícias, ouvindo os trechinhos que eram liberados, chorando a cada faixa nova que eu ouvia quando saiu. Devo isso tudo a internet. Antes disso eu sabia todas músicas, tinha os CDs e tal, mas nunca ansiei tanto por um lançamento deles. Outro bom motivo é que esse é um CD que eu posso afirmar: não tem nenhuma música ruim, ou melhor, posso afirmar que todas as músicas são incríveis. Quando saiu o documentário Back and Forth eu fui assistir no cinema (ai que noite boa) e fiquei ainda mais feliz de poder ver como tudo foi feito, gente sou uma fã babona, mas não bobona, não acho tudo que a banda faz incrível, quando digo que é bom é porque é bom. Se pedissem pra recomendar algumas eu diria Rope, Bridge Burning, Walk, I Should Have Know e These Days.


Paramore - Brend New Eyes

Esse álbum do Paramore é maravilhoso, as músicas são muito melhores que as do anterior. Não sei exatamente quais lembranças ele me traz, mas tenho muito carinho por cada uma das músicas. A mais querida de todas deve ser All I Wanted, mas também gosto tanto, tanto de Looking Up, Brick by Boring Brick e The Only Exception (eu sempre choro como o vídeo).

Essas foram minhas escolhas e já me sinto totalmente injusta por elas. Como eu disse, meu player sempre está no aleatório, eu tenho músicas maravilhosas de álbuns incríveis que poderiam estar aqui e a lista seria imensa. Eu escolhi os que me trazem muitas lembranças e sentimentos, ou seja, os que pra mim cumpriram o papel da música: fazer a trilha sonora da vida em cada pequeno momento.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Livro que vale a pena - O Jardim Secreto



Voltei com a tag dos livros que todo mundo deveria ler, os livros pra vida toda.
O Jardim Secreto é mais um daqueles livros que a gente lê na infância e não esquece jamais. Uma história incrível que fica marcada na memória e que emociona mesmo depois de ler dez vezes.
Infelizmente esse eu não tenho e ainda não comprei porque sou sentimental ao extremo e queria um da mesma edição que li quando era criança, esse aí de cima da capa verde, muito bonito que era de uma prima e que eu lia quase todas as vezes que passava férias na casa dela.

O Jardim Secreto conta a história da menina Mary Lennox, a garota mais chata da face da terra - me identifico. Ela era mimada e vivia com os pais e os criados na Índia até que uma doença faz com que as pessoas morram e ela fique órfã. Então ela é enviada para morar com um tio em Yorkshire, Inglaterra.
Além da tristeza pela perda dos pais e dos caprichos que recebia, ela descobre que o tio é uma pessoa muito solitária e que enfrenta uma dor tão grande que não liga muito pra ela. Em suas andanças pela casa e pelos jardins descobre o primo Collin, que acha que vai morrer a qualquer instante, e Dickon, irmão de uma criada, que é muito esperto e cheio de vida. Juntos eles resolvem dar vida a um jardim cuja entrada não era permitida e aprendem lições sobre amizade, solidariedade e amor próprio.


Escrito por Frances Hodgson Burnett e publicado pela primeira vez em 1911, O Jardim Secreto sempre me deixou fascinada pelos seguintes motivos: 

  • Mary é mimada e solitária, mas acaba fazendo amigos e muda muito ao longo do livro. Eu sempre fui um pouco assim e ainda sou, por isso me via nela e torcia pra que tudo desse certo. Nos livros é muito mais fácil.
  • O livro é antigo e se passa naqueles tempos em que se vestir levava horas e as crianças não eram levadas em consideração. Adoro histórias de época e essa foi a primeira que li do ponto de vista das crianças.
  • O vocabulário do livro é muito rico, em parte porque foi escrito há muito tempo, o que poderia ser um desafio para uma criança, mas que me deixou ainda mais apaixonada pelo livro. Espero que não tenham mudado isso em versões mais recentes.
  • Como eu disse, o vocabulário é incrível e foi nesse livro que eu li pela primeira vez a palavra charneca. Acho tão engraçada e só de pensar nela já me sinto transportada pra outros tempos, apesar de o nome não ter nada a ver com isso.
  • A ideia de um jardim maravilhoso, que praticamente faz milagres e ainda é particular me deixava encantada. Eu sempre fiquei imaginando os detalhes desse lugar e muitas vezes quis começar meu próprio jardim depois de ler esse livro. Acredito que meu gosto por flores vem daí, apesar de eu nunca ter conseguido fazer nada durar mais de dois meses. Também vem desse bucolismo do livro a minha vontade de ter uma casa no interior, com muito mato, flores, árvores e animaizinhos.

É uma pena que eu não tenha ele aqui pra dar mais detalhes pra vocês, mas mesmo sem lembrar de todas as palavras do livro eu tenho uma sensação muito boa só de pensar nele, o que é justamente o objetivo dessa sessão do blog. As descrições dos jardins, dos pássaros, dos sons, a narrativa sincera do livro, tudo isso são detalhes que deixam o livro muito rico e espero que quem ler também se apaixone como eu me apaixonei.


Essa é a capa mais recente do selo Peguin da Companhia das Letras.
É também a capa mais feia, na minha opinião.
Vocês devem saber que existe um filme baseado nesse livro de mesmo nome que foi lançado em 1993. Eu gosto muito do filme também, adoro quando passa na Sessão da Tarde, poreeeeeém eu sempre serei a favor dos livros numa disputa livro X filme. Ainda mais num caso como esse em que as pessoas acabam nem sabendo que o filme foi inspirado em um livro, que injustiça!

Então é isso. Espero demorar menos pra postar mais sobre essa tag. Se você quiser ler mais sobre ela, clique aqui.
Gostaram? Já leram? Me contem, please. Quero saber dos livros que marcaram vocês também.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Imagine Dragons no Rio


Eu não ia fazer um post sobre minha ida ao show simplesmente porque não tenho fotos com qualidade pra postar, mas como o blog está parado e eu estou muito feliz de ter ido, vou me contrariar.

O show começou às 22h, no horário, portanto, apesar de que no site do City Bank Hall estava escrito que começaria às 21:30. É que teve um show de abertura que eu infelizmente perdi, nessa hora eu estava comendo - nunca mais vou a um show antes de comer, não faz bem pra saúde, sério.
Fomos eu e uma amiga que gentilmente me cedeu um ingresso, o que fez o show ser mais legal ainda porque eu já estava conformada de não ir mais.

Sobre a apresentação do Imagine Dragons. Fofos, animados, carismáticos, a iluminação estava linda e o som muito bom. Apesar de eu não saber cantar todas as músicas, me diverti muito, todo mundo estava muito animado, pulamos e gritamos à beça e saí de lá super feliz.

Adorei a performance cheia de bumbos e pratos e percussões de vários tipos, inclusive os meninos trocaram várias vezes de instrumentos entre si, parecia mesmo uma grande brincadeira e foi bem bonito de ver.

Eu amei Who We Are ao vivo, é a minha preferida de longe, alíás, meio empatada com Demons que também ficou linda. E, como não podia deixar de ser, a plateia foi ao delírio com It's Time e Radioactive, foi mesmo emocionante, todo mundo cantando do fundo da garganta mesmo, foi de arrepiar.
Ah! Ainda teve um cover de Tom Sawyer do Rush que eu realmente não esperava e me deixou até impressionada. Não faz o estilo deles, mas ficou muito bom.
Só fiquei chateada porque não tocou Monster, gosto tanto dessa...

Se eles voltarem depois de mais um ou dois álbuns, com certeza eu vou querer ver de novo. Depois de me sentir tão bem ontem tomei uma decisão muito séria: ir com mais frequência em shows, mesmo que me custe muitas faturas de cartão. A energia e alegria que a gente sente na hora não tem preço.
Infelizmente não vou poder colocar minha resolução em prática no Lollapalooza que acontece amanhã e domingo e estou sofrendo muito com isso. Como estou desprevenida - eufemismo para estar sem dinheiro - e não sou uma das blogueiras sortudas que ganha tudo, inclusive ingressos pros dois dias do festival, vou ficar aguando em casa mesmo. Lembrando que eu fui no primeiro Lolla no Brasil em 2012, quando Foo Fighters voltou aqui depois de 10 fucking anos, tem post aqui no blog contando sobre esse dia muito louco.

O Imagine Dragons toca no Lollapalooza no sábado antes do Muse (tô quase chorando) e quem for vai poder ver de perto o show deles.

Eis o setlist do show aqui no Rio:

Intro/Fallen

Tip Toe
Hear Me
It's Time
Who We Are
Rocks
The River
Tom Sawyer (cover Rush)
Cha-Ching
30 Lives
Demons
On Top
Radioactive
Nothing Left To Say


Essas fotos apareceram primeiro no Instagram (hehe), se quiser ver mais é só me seguir aqui.