sexta-feira, 27 de junho de 2014

BC Rotaroots: Coisas Favoritas das Festas Juninas

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Primeiro, tenho que ressaltar que em 2014 acho difícil que tenhamos festa junina, por causa da Copa só deve rolar coisa boa em Julho, portanto teremos festas julinas. Nada de mais, já que lá na casa da mamis rolou até festa agostina em tempos passados. Mas não estou aqui pra reclamar e sim pra exaltar as muitas qualidades das festas caipiras.

Comidinhas

A mais importante delas não pode ser outra senão a comida.
Numa pequena lista que enumero de estômago cabeça, maçã do amor, paçoca, bolo de milho, bolo de aipim e cocada são meus doces preferidos que, podendo ser comidos o ano inteiro, se multiplicam e se aglomeram em uma única mesa mais facilmente nessa época deliciosa do ano.


Não sei porquê só listei doces, os salgados também são maravilhosos, e nada melhor do que alternar um doce e um salgado, um doce e um salgado durante a festa inteira pra chegar em casa empanturrada. Se eu estivesse agora numa festa junina/julina, a primeira comida salgada que eu iria procurar seria milho cozido, com manteiga e sal, que é pra ter certeza que é salgado. Depois... bem, depois eu não sei. Parece que festa junina é uma festa que combina com doce. Ao menos, não consegui pensar em mais nada salgado que tivesse cara de São João. Mas como nem só de milho vive o homem, nas festas que eu costumo ir também tem muito cachorro quente, pastel e churrasco no espetinho. Se é tradicional no Brasil, eu não sei, mas lá em casa é. E tem que ter caldos. Ai, salivei. Sopa de ervilha, caldo verde, feijão amigo... São o melhor jeito de esquentar a noite, só não vai comer perto do próximo item que é pra não suar.

Fogueira
Me chamem de louca, mas acho que festa junina tem que ter fogueira. Aqui no Rio não temos um inverno decente, mas com sorte, no dia da festa vai estar frio, então a fogueira não vai fazer todo mundo suar como porco. Tenho a impressão que a fogueira deixa a gente mais aconchegado e, além do mais, onde que a gente vai assar a batata doce e o pinhão se não tiver um foguinho? No mínimo uma churrasqueira tem que rolar.
Lembro de uma festa na casa da minha mãe em que os doidos da minha família fizeram uma fogueira enorme e assustadora. Nunca ouvi tanto o ditado "quem brinca com fogo faz xixi na cama" como naquele dia. Óbvio que ninguém se arriscou a pular fogueira.

Quadrilha
Olha a chuva! É mentira! Sim, quadrilha. Festa junina tem que ter quadrilha, mesmo que seja zoada. No caso da família da pessoa que vos fala, não tem ensaio, é tudo improvisado na hora e homem se veste de mulher e mulher se veste de homem. Quer mais zuera que isso? Na hora é um tal de um ir pra um lado e outro ir pra um lado diferente, todo mundo se esbarra, mas faz o caracol. Sem dúvida é a parte mais divertida da festa.

Decoração
Bandeirinhas e toalhas de mesa xadrez. Pois é, decoração de festa junina é coisa marota, simples, reconfortante. Eu acho, pelo menos. Coisa mais legal é passar o dia colando bandeirinha no barbante e arrumando o quintal pra festa, escolher os tecidos que vão enfeitar a mesa, fazer balão de papel seda, desenhar um burrinho pra brincar de pregar o rabo do coitado. Inventar barraquinha improvisada e pescaria pras crianças. Fala sério, gente, tem como não amar esse clima? A única brincadeira que eu nunca vi em festa foi o tal correio elegante. Vamos ver se esse ano eu fico responsável e faço acontecer. Quero ver todo mundo apaixonado e de pança cheia.

Cá entre nós, eu tenho um desejo secreto de fazer uma maratona de festa junina, me divertir pra caramba em um monte de festa e engordar, né, porque tem quilos que valem a pena. Tá sabendo de uma festa boa? Me avisa, ok?

Parte da mesa na festa da minha tia ano passado (tinha caldo)


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Série - Orange is the new black


Eu ia botar esse post no ar no dia da estreia da segunda temporada, mas perdi a vontade e só hoje resolvi terminar. Resultado: já acabei de ver a segunda temporada também.

Há duas semanas entrou no Netflix a segunda temporada de Orange is the new black. Por acaso, foi na mesma semana que eu comecei a assistir a primeira.
Eu já conhecia a série, claro, ainda vivo no mesmo planeta que vocês, já estava ali na minha lista do Netflix há meses, só que eu ficava com preguiça de assistir. Como dizem que a necessidade faz o ladrão, terminei Bones, Game of Thrones - estava aguardando a season finale bombástica - e 2 Broke Girls, não queria escolher filme e ela estava ali, sempre na minha cara. Olhei e pensei what the hell... e cliquei no primeiro episódio.

Já vou começar falando do que eu acho mais legal na série. Primeiras impressões. A princípio é a história de uma mulher certinha que cometeu um erro uma vez e foi parar na cadeia, ou melhor, prisão. As detentas, todas loucas, assassinas, perigosas. Só que não, nem sempre. Lá dentro não importa muito o que foi feito aqui fora, então o que resta é tentar conviver lá e cumprir sua pena em paz. Aos poucos a gente conhece o que aconteceu com cada uma delas, como elas chegaram ali naquela situação. Esses flashbacks não são pra justificar os crimes, mas pra que fique claro que todo mundo tem um passado, nenhuma delas é apenas criminosa, todas viveram uma vida que as levou até aquele momento. E isso é fantástico.

Logo no primeiro episódio vemos tudo da perspectiva da Piper, tudo é assustador e fora do normal. Aos poucos cada detenta se apresenta e a gente vai simpatizando com elas, até as mais irritantes como a Pensatucky tem uns momentos em que a gente quer pegar no colo e consolar, não muitos, mas tem. 

Ao longo da primeira temporada a gente acompanha a ingenuidade da Piper achando que seria fácil manter um relacionamento com o noivo, com a família, administrar uma empresa, tudo isso enquanto tenta não se meter com as meninas erradas. A cada passo que ela dá, a realidade chega mais perto e o que eu desconfiava que ia acontecer desde a primeira cena - santa ingenuidade, Batman! - realmente acontece: as regras da prisão são muito diferentes das regras da vida.

Na primeira temporada eu simplesmente amei a Taystee - embora na segunda temporada ela tenha ficado meio tapada - que é super alto astral e esperta, torci muito pra que ela se desse bem. Também amei a Red, uma mulher forte e de coração bom, mas que tem que se fazer de durona. A Nicky também é ótima, mas eu acho que a Natasha Lyonne, atriz que interpreta a Nicky, é praticamente ela mesma, pelo menos tive essa impressão. Ainda sobre as detentas, A Lorna é uma fofa e a história dela é mindfuck, miss Claudette é fodástica também e eu simplesmente amo o núcleo latino. A Piper mesmo, eu acho meio chata, só quando ela sai da linha imaginária que ela criou pra ela mesma é que fica interessante.

Taystee marota no centro
Por último, Alex Vause. Ela é uma FDP, destruidora de corações criminosa? Pode ser, mas não é só isso, ela também é a pessoa que vai fazer a Piper crescer, por bem ou por mal. Sinceramente, eu super entendo porque a Piper traficou dinheiro pela Alex. hahahahaha E pra quem acha que conhece aquela voz de travestchy de algum lugar, mas não lembra de onde, a Laura Prepon, que faz a Alex, é a atriz que fez Are You There, Chelsea?, uma série de comédia que passava na Warner e eu gostava muito, mas que infelizmente não durou mais do que uma temporada. Eu sei, é difícil associar o rosto à voz porque nossa, como a cor de cabelo faz diferença na vida de uma pessoa. Se bem que eu acho ela linda dos dois jeitos. Laura Prepon fez That '70s Show também - mas como eu nunca assisti, não fez diferença nenhuma pra mim -, participações em House, How I Met Your Mother, Medium e Once Upon a Time.


Daí tem os funcionários de Prisão Litchfield. São perversos? São sofridos? São justos? Sei lá, em cada episódio fico mais confusa. Os que pareciam bons, são sádicos, os sádicos ficam emotivos, todo mundo tem uma treta. Ninguém ali é preto no branco. Ao meu ver, é isso que fez Orange is the new black ser tão falada porque é um erro muito comum do ser humano botar etiquetas nas pessoas: essa é boa, essa é má, aquela é gay, a outra é certinha, etc. e a partir daí julgar o comportamento delas em dentro ou fora do padrão.
Orange is the new black deixa uma mensagem clara: não existe padrão, parem com isso. A Piper tem umas falas e uns insights durante os conflitos dela sobre isso e o que fica claro durante o desenvolvimento das duas temporadas é que tentar se encaixar no que os outros esperam de você só traz sofrimento e frustração.

Na segunda temporada tem muito rolo pela frente. A gente fica esperando pra saber o que vai acontecer com a Piper depois do season finale da primeira temporada, entra uma nova detenta que vai mexer com as estruturas de várias personagens e o Larry fica cada vez mais babaca. O final da segunda temporada também foi maravilhoso e a curiosidade não tem fim.

Concluindo, recomendo muito mesmo Orange is the new black e não vejo a hora da assistir a terceira temporada. Quem já viu, vamos fofocar sobre os detalhes, os comentários estão livres pra spoiler porque quero muito debater sobre a série.