quarta-feira, 18 de junho de 2014

Série - Orange is the new black


Eu ia botar esse post no ar no dia da estreia da segunda temporada, mas perdi a vontade e só hoje resolvi terminar. Resultado: já acabei de ver a segunda temporada também.

Há duas semanas entrou no Netflix a segunda temporada de Orange is the new black. Por acaso, foi na mesma semana que eu comecei a assistir a primeira.
Eu já conhecia a série, claro, ainda vivo no mesmo planeta que vocês, já estava ali na minha lista do Netflix há meses, só que eu ficava com preguiça de assistir. Como dizem que a necessidade faz o ladrão, terminei Bones, Game of Thrones - estava aguardando a season finale bombástica - e 2 Broke Girls, não queria escolher filme e ela estava ali, sempre na minha cara. Olhei e pensei what the hell... e cliquei no primeiro episódio.

Já vou começar falando do que eu acho mais legal na série. Primeiras impressões. A princípio é a história de uma mulher certinha que cometeu um erro uma vez e foi parar na cadeia, ou melhor, prisão. As detentas, todas loucas, assassinas, perigosas. Só que não, nem sempre. Lá dentro não importa muito o que foi feito aqui fora, então o que resta é tentar conviver lá e cumprir sua pena em paz. Aos poucos a gente conhece o que aconteceu com cada uma delas, como elas chegaram ali naquela situação. Esses flashbacks não são pra justificar os crimes, mas pra que fique claro que todo mundo tem um passado, nenhuma delas é apenas criminosa, todas viveram uma vida que as levou até aquele momento. E isso é fantástico.

Logo no primeiro episódio vemos tudo da perspectiva da Piper, tudo é assustador e fora do normal. Aos poucos cada detenta se apresenta e a gente vai simpatizando com elas, até as mais irritantes como a Pensatucky tem uns momentos em que a gente quer pegar no colo e consolar, não muitos, mas tem. 

Ao longo da primeira temporada a gente acompanha a ingenuidade da Piper achando que seria fácil manter um relacionamento com o noivo, com a família, administrar uma empresa, tudo isso enquanto tenta não se meter com as meninas erradas. A cada passo que ela dá, a realidade chega mais perto e o que eu desconfiava que ia acontecer desde a primeira cena - santa ingenuidade, Batman! - realmente acontece: as regras da prisão são muito diferentes das regras da vida.

Na primeira temporada eu simplesmente amei a Taystee - embora na segunda temporada ela tenha ficado meio tapada - que é super alto astral e esperta, torci muito pra que ela se desse bem. Também amei a Red, uma mulher forte e de coração bom, mas que tem que se fazer de durona. A Nicky também é ótima, mas eu acho que a Natasha Lyonne, atriz que interpreta a Nicky, é praticamente ela mesma, pelo menos tive essa impressão. Ainda sobre as detentas, A Lorna é uma fofa e a história dela é mindfuck, miss Claudette é fodástica também e eu simplesmente amo o núcleo latino. A Piper mesmo, eu acho meio chata, só quando ela sai da linha imaginária que ela criou pra ela mesma é que fica interessante.

Taystee marota no centro
Por último, Alex Vause. Ela é uma FDP, destruidora de corações criminosa? Pode ser, mas não é só isso, ela também é a pessoa que vai fazer a Piper crescer, por bem ou por mal. Sinceramente, eu super entendo porque a Piper traficou dinheiro pela Alex. hahahahaha E pra quem acha que conhece aquela voz de travestchy de algum lugar, mas não lembra de onde, a Laura Prepon, que faz a Alex, é a atriz que fez Are You There, Chelsea?, uma série de comédia que passava na Warner e eu gostava muito, mas que infelizmente não durou mais do que uma temporada. Eu sei, é difícil associar o rosto à voz porque nossa, como a cor de cabelo faz diferença na vida de uma pessoa. Se bem que eu acho ela linda dos dois jeitos. Laura Prepon fez That '70s Show também - mas como eu nunca assisti, não fez diferença nenhuma pra mim -, participações em House, How I Met Your Mother, Medium e Once Upon a Time.


Daí tem os funcionários de Prisão Litchfield. São perversos? São sofridos? São justos? Sei lá, em cada episódio fico mais confusa. Os que pareciam bons, são sádicos, os sádicos ficam emotivos, todo mundo tem uma treta. Ninguém ali é preto no branco. Ao meu ver, é isso que fez Orange is the new black ser tão falada porque é um erro muito comum do ser humano botar etiquetas nas pessoas: essa é boa, essa é má, aquela é gay, a outra é certinha, etc. e a partir daí julgar o comportamento delas em dentro ou fora do padrão.
Orange is the new black deixa uma mensagem clara: não existe padrão, parem com isso. A Piper tem umas falas e uns insights durante os conflitos dela sobre isso e o que fica claro durante o desenvolvimento das duas temporadas é que tentar se encaixar no que os outros esperam de você só traz sofrimento e frustração.

Na segunda temporada tem muito rolo pela frente. A gente fica esperando pra saber o que vai acontecer com a Piper depois do season finale da primeira temporada, entra uma nova detenta que vai mexer com as estruturas de várias personagens e o Larry fica cada vez mais babaca. O final da segunda temporada também foi maravilhoso e a curiosidade não tem fim.

Concluindo, recomendo muito mesmo Orange is the new black e não vejo a hora da assistir a terceira temporada. Quem já viu, vamos fofocar sobre os detalhes, os comentários estão livres pra spoiler porque quero muito debater sobre a série.


7 comentários:

  1. Eu tô com mt vontade de ver esta série, todo mundo fala dela. Eu tenho outras mil prioridades na frente. Sua resenha me empolgou e eu não tenho dúvidas de que seja uma boa série, mas estou em falta com Supernatural, Girls e Game of Thrones :(

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    1. Ah, eu também tenho uma lista enorme pra assistir, mas sou dessas que quando começa a assistir uma série muito boa não consegue assistir outra coisa até acabar.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. precisava ler algo assim pra me animar a assistir. obrigada! ahahaha
    não aguento mais todo mundo falando bem dessa série, decidi que vou ver e fim. espero que seja bom mesmo! :D

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    1. Assiste logo, aproveita as férias. hahaha

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  4. Empaquei no episódio 6 da segunda temporada. O núcleo latino realmente faz tudo valer a pena, é a minha parte favorita dos episodios. Só prossegui assistindo pra ver se o romancezinho pão com ovo da Daya daria em alguma coisa, e deu! Mas a Piper é muito insossa, concordo com você. Se não fosse os flashbacks dos outros personagens é bem provavel que não tivesse tanto sucesso e admiradores c:

    TheSoledade.com

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    1. Sim, são várias personalidades diferentes tendo que conviver, isso faz ficar interessante.

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