quinta-feira, 24 de julho de 2014

Meme: Lugares que quero conhecer

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Como eu disse num post muito recente - esse aqui - a cada dia que passa me sinto mais tentada a mudar de ares, ver lugares diferentes, cá entre nós, tenho pensado em sair pelo mundo muitas vezes ao dia. Mas pra onde eu iria? Andei pensando e fiz uma listinha dos principais lugares que eu gostaria muito  de conhecer, claro que tem muitos outros, mas esses são os que fazem meu coração bater mais forte.

Montevideo (Uruguai)


Colonia del Sacramento

Colonia del Sacramento
Montevideo
Faz tempo que tenho curiosidade de dar um pulo ali no Uruguai simplesmente porque vejo fotos e acho tudo muito lindo e simpático. Aí li esse post aqui e fiquei querendo pra já, provavelmente vai ser o primeiro da minha lista. Pelo visto tem várias cidadezinhas que valem a pena dar uma olhada, eu me interessei principalmente por Colonia del Sacramento.

Toscana (Itália)





A região da Toscana é um sonho antigo por motivos de gordice, quer dizer, gordice não porque a cozinha da toscana é bem saudável. A questão é que lá ficam as melhores produções de vários tipos de produtos deliciosos. Desde os tempos das aulas de gastronomia eu babava nos ingredientes maravilhosos que tem origem por lá, como o azeite da Toscana, o vinho Chianti, carnes e embutidos, queijo Pecorino e as frutinhas vermelhas que a gente acha lindo e não acha aqui no Rio. O segredo por lá são as ervas que dão um sabor incrível pra comida. Na Toscana fica Florença (a capital), Arezzo, Livorno e Siena, entre outros lugares maravilhosos. A primeira vez que vi ~ibagens~ da Toscana foi no filme Sob o sol da Toscana, foi tipo amor a primeira vista que foi só se confirmando, espero que um dia a gente se conheça pessoalmente, a Toscana e eu.

Portugal


Porto

Castelo de Almourol
Confesso que não escolhi um lugar específico na terrinha pra conhecer. Há pouco tempo atrás Portugal nem entraria nessa lista, mas depois que comecei a estudar a história e a literatura de lá fiquei bem curiosa pra ver como é o país. A palavra que me vem a cabeça quando penso em Portugal é nostalgia, um mergulho no passado e o contraste com o presente.  Acho que o ideal seria percorrer várias cidades e visitar os prédios e castelos antigos que são muito lindos.

Barcelona (Espanha)





Por onde começar? Temos a arquitetura gótica e moderna, a Sagrada Família - edifício que está sendo construído há 132 fucking anos e ainda não está pronto -, a cultura eclética, o clima bom, os bares, o futebol. Enfim, tenho a impressão de que é uma passagem só de ida.

Londres (Inglaterra)


Brighton (não é Londres, mas é linda) 
Camden Town

Quem vou chorar quando for tirar fotinho aí?


Dois motivos básicos me fazem querer ver Londres: o jeito livre com que as pessoas se vestem e agem por lá, segundo eu soube pelo menos,  e estar conectada com alguma parte do mundo de Harry Potter. Andar pelos lugares onde J.K. deve ter andado em algum momento, quem sabe enquanto decidia o destino de algum personagem... (suspiro) A parada obrigatória seria Camden Town, porque só consigo pensar em Amy Winehouse andando por lá como em Tears dry on their own.


Santorini (Grécia)




Tudo culpa do filme Quatro amigas e um jeans viajante. Eu sabia que a Grécia era linda, mas as cenas desse filme na ilha são quase surreais e fiquei com elas gravadas na memória desde então. Um dia...

Chicago (Estados Unidos)




Sei lá de onde eu tirei essa ideia, mas não consigo esquecer dessa cidade incrível. Quem viu A casa do Lago e Separados pelo Casamento viu um pouco da arquitetura linda de lá e simplesmente parece imperdível. Por causa do Grande Incêndio a cidade foi praticamente reconstruída do zero e isso permitiu um planejamento urbano muito bom, além disso ela é cheia de museus interessantes. Chicago também é um grande centro empresarial e tem uma vida noturna bem ativa. Parece o lugar perfeito pra passar uns bons anos. Vai que eu não volto.


Fiz o post, coloquei as imagens e percebi que só escolhi lugares que ficam perto do mar, de forma inconsciente mesmo. Será que viver no Rio me afetou mesmo sem eu saber?

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O problema do pudim

Eu amo pudim. Ele está entre as minhas sobremesas preferidas e eu não como qualquer pudim. Como a pessoa exigente que sou com meus doces, as regras do pudim são:
  • Não pode ter bolinhas e bolhinhas
  • Não pode estar ressecado
  • Não pode ter calda com gosto de queimado
  • Tem que ser branquinho
  • Tem que ter muita calda. Muita mesmo.
A questão é que nós, seres humanos, exigimos mais dos outros do que somos capazes de fazer. Eu mesma nunca atingi todos os meus pré-requisitos para ter um pudim perfeito. Até hoje.

A receita é simples:
  • 1 lata de leite condensado
  • a mesma medida de leite
  • 3 ovos
  • açúcar para a calda
Na hora de botar em prática é que eu sempre me frustrava. A calda queimava, ficava dura, o pudim ficava com uma casquinha por cima porque assou demais, não ficava liso por dentro. Mas eu sou paciente com meus doces. Resolvi um problema de cada vez. A faculdade de gastronomia nunca me ensinou a fazer um pudim como o que eu fiz hoje. Esse processo levou tempo, a cada preparo eu aprendi um pouquinho.

A calda foi fácil: minha vó veio pacientemente me ajudar e me ensinou a esquentar um pouco de água e jogar no açúcar depois de derretido, assim ele vai dissolvendo aos poucos e a calda fica linda e na consistência certa sem queimar.
Depois eu descobri que se batesse os ovos um pouquinho antes de misturar os outros ingredientes o pudim não ficava com bolhas de ar e o resultado é um pudim bem lisinho. Tudo na mão, com batedor/fouet, nada de liquidificador e batedeira.
O último passo eu relutei muito antes de ceder. Uma simples folha de papel alumínio cobrindo bem a forma e o fogo um pouco mais alto do que a temperatura média. Pronto, agora meu pudim não demora mais de uma hora pra assar e fica bem branquinho e sem casquinha por cima. Até custei a acreditar que estava assado porque parecia cru, mas o teste do palito não falhou.

Hoje eu posso dizer: fiz o pudim mais perfeito que minhas habilidades culinárias permitem. O próximo passo é partir pra outros tipos de pudim, eu já até escolhi, tem uma receita de pudim de amendoim que eu quero testar há tempos.

Então a palavra do dia é... perseverança. hehe

A foto de má qualidade não faz jus a maravilhosidade do pudim, mas o gosto estava ótimo

domingo, 13 de julho de 2014

BC - A primeira vez que ouvi minha banda favorita

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Apenas um estranho desatento não sabe que minha banda preferida é Foo Fighters. Além de eu não passar um dia sem dizer esse nome pelo menos uma vez, tenho minha tatuagem bem visível pra quem tiver dúvidas. E o amor vem lá da adolescência.
Quando esse tema foi sugerido no grupo em comemoração ao Dia Mundial do Rock (hoje) eu fiquei super feliz, o que pode ser melhor do que falar sobre o amor que eu sinto por essa banda maravilhosa?

A primeira vez, primeira vez mesmo que ouvi uma música do Foo Fighters eu não lembro bem, mas posso dar 80% de certeza que foi ouvindo a Rádio Cidade e que foi Learn to fly, até hoje essa ainda é a música da banda mais tocada por lá (alguém avisa que eles já lançaram mais 4 álbuns depois disso).
Eu gostava dela e de outras músicas, mas o amor mesmo veio em meados de 2004 quando um ex-namorado me emprestou um cd com quase todas as músicas do Foo Fighters entre outras (mp3, porque eu nem sabia o que era pendrive nessa época) e eu comecei a ouvir em looping durante meses, até hoje me lembro da ordem das músicas no cd. Eu fui ficando mais e mais apaixonada, ganhei um dvd da turnê Everywhere but home que enlouqueceu minha mãe porque eu não parava de ouvir, sabia cada coisa que o Dave falava e fazia durante o show. Que época maravilhosa, eu chegava da escola e já ia botar o dvd pra tocar, tipo hipnotizada mesmo. Esse meu namorado que me "apresentou" tinha até ciúme, coitado. Com razão.

Como eu não tinha PC, pedia pros amigos pegarem as letras das músicas pra mim, a história da banda, etc. Foi a minha época mais fissurada. Era a coisa mais linda de deus quando passava um clipe na TV e eu corria desesperadamente pela casa pra botar no último volume. hahahaha Não me arrependo de nada, que fique claro.

Avançando um pouco, em 2006 eu já estava mais controlada, mas ainda assim, as pessoas acabavam sempre sabendo logo qual era minha banda preferida nas primeiras conversas, sabe. Inclusive, é preciso dizer que o Branco foi o garoto mais esperto e fofo que eu já conheci na vida. A gente mal se conheceu e ele soube que eu amava Foo Fighters. Dia seguinte ele aparece sabendo tocar trocentas músicas no violão (lá na escola tinha mais violão do que caderno) e, óbvio, levou meu coração. E não só isso, ele incentivou minha paixão: me deu cd's, dvd's, tocava as músicas de Skin and Bones pra mim e aguentou a viagem mais louca pra podermos assistir a banda ao vivo no Lollapallooza em 2012, como eu contei aqui. Ah, e também fomos assistir Back and Forth numa sessão maravilhosa à meia noite. Amor verdadeiro sim ou com certeza?

Essas plaquinhas em Best of you foram de sair o coração pela boca

Olhando pra trás já faz 10 anos que eu comecei a acompanhar a banda. Olha, passou bem rápido e foram 10 bons anos. Ainda em 2014 tem um álbum novo, uma série e se Deus for brasileiro, mais um show aqui, dessa vez no Rio. Como o vinho, Foo Fighters está ficando melhor a cada ano que passa, mais amadurecido (que nem eu!) e os meninos igualmente.

Obrigada a todos os envolvidos no processo de me tornar groupie da melhor banda do mundo.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Ao trabalho


Vocês aí já devem ter percebido que o ano já passou da metade né? Ufa, que rápido. Se você entra aqui de vez em quando deve ter percebido também que as postagens estão meio escassas. Isso se deve a minha volta a labuta, quer dizer a labuta de carteira assinada, porque eu nunca parei de trabalhar de um jeito ou de outro nesses meses.

E pra variar eu estava aqui pensando na vida. Não me entendam mal, alívio define quando eu falo de voltar a trabalhar, mas a cada dia que passa eu acho mais estranho esse formato rígido de trabalho que a maioria de nós tem que seguir. Não vou mentir não, bate uma depressão todo dia na hora de acordar cedo (ainda bem que isso vai ser só por um mês) e uma pequena angústia em pensar na obrigatoriedade da presença, de bater ponto, cumprir horários e na pouca flexibilidade das empresas. Quanto mais eu penso, mais eu vejo que não me encaixo bem nesse padrão, nunca gostei muito mesmo de padrões, acho chato.

Se cada um tem um certo período do dia em que se sente mais disposto e ativo, por que é que todos tem que trabalhar no mesmo horário, muitas vezes fazendo mais esforço pra manter os olhos abertos do que pra produzir um bom trabalho?
E ainda no meu caso, soma-se o agravante de ainda não trabalhar com o que eu gosto: livros. Vamos combinar que é muito mais empolgante sair da cama todo dia sabendo que vai passar as próximas horas fazendo algo que gosta. Não é muito diferente de acordar cedo pra viajar: a gente não sente preguiça porque sabe que o que nos espera é muito legal.

Desde o começo do ano venho me preparando pra entrar no área de revisão de textos/livros e não vejo a hora, mas enquanto ela não chega, as contas serão pagas, ainda bem. Estou tentando ser paciente. Vira e mexe, porém, sou tomada de assalto por uma ânsia de mudança, uma crescente vontade de estar em vários outros lugares. Aqui nunca pareceu tão pequeno. A cada dia tenho mais certeza de que quatro paredes já não me contêm.

Esse texto está meio aleatório, me desculpem. É que às vezes eu quero deixar registrado que falei certas coisas. ...que medo eu tenho de passar em branco. 

Uma música que combina com esse post:

The Sweet Escape (feat. Akon) by Gwen Stefani on Grooveshark