terça-feira, 9 de setembro de 2014

Motivos para assistir O Poderoso Chefão



É verdade, eu confesso que nunca tinha assistido O Poderoso Chefão antes. Aliás, esse nome é uma daquelas traduções horríveis pra título de filme. The Godfather, o nome original tem muito mais significado na história.

Graças ao Netflix, que sempre me proporciona oportunidades de assistir coisas que de outra maneira eu nunca teria paciência pra assistir, agora eu posso dizer que amei o filme e recomendo muito pra quem ainda tem preguiça, como eu tinha. Já assisti as partes 1 e 2, mas a 3 ainda não deu tempo de ver. Eu pretendo comprar em DVD em breve, mas quem quiser assistir não vai ter muito trabalho não, há poucos dias mesmo estava passando em um canal de TV a cabo que eu não lembro o nome, então quem não tem Netflix pode ver a programação dos canais a cabo e além dessa opção, tem toda a internet como campo de busca.

Aí você deve estar se perguntado “tá, mas pra que assistir a um filme com mais de 40 anos, sobre mafiosos?”. O primeiro motivo, o mais óbvio é que o filme é muito bom. Não se deixe levar pelas 3 horas de duração de cada sequência porque vale cada minuto. As cenas são muito bem trabalhadas, inclusive as que não tem fala. É um filme de detalhes também, já que estamos falando de um longa (e põe longa nisso) dirigido pelo Francis Ford Coppola. Dito isso, vamos aos outros motivos.

Não entendi a piada


Um clássico como esse tem que virar referência pra outros filmes e até séries, como realmente aconteceu. Você provavelmente já ouviu uma citação de O Poderoso Chefão sem saber, ou mesmo sabendo de onde era, não conseguiu absorver o significado. Na série Eu, a patroa e as crianças, por exemplo, tem um episódio inteiro cheio de citações sobre o filme quando o protagonista Michael é convocado para participar de um júri no tribunal. A série Community também relembra os mafiosos nova-iorquinos. E Os Simpsons reviveram uma cena do segundo filme também.
Da comédia pro drama, outra série que descaradamente homenageou O Poderoso Chefão foi Breaking Bad, recriando alguns detalhes em cena que só os mais atentos perceberam. E o filme mais recente de Clint Eastwood, Jersey Boys também lembra a família Corleone logo no início.

Imigração e Revolução Cubana


Quando um filme além de ser bem feito ainda te deixa com vontade de aprender história a gente tem que recomendar mesmo. O primeiro filme se passa na década de 60 e a gente fica conhecendo um pouco como era Nova York nessa época, principalmente a comunidade italiana que se instalou lá. Já na parte 2, durante a tentativa de expansão dos negócios da família, Michael Corleone viaja pra Cuba justo quando os revolucionários tentam tirar o presidente cubano do poder. É legal porque a gente vê o outro lado da história, diferente do que a gente lê em livros de história.

Figurinos e ambientação


As roupas de época me fascinam demais e em O Poderoso Chefão tudo foi muito bem escolhido: os ternos dos mafiosos, vestidos de festa espalhafatosos, roupas da moda da época. Sem falar nos penteados cheios de spray (ou laquê, né) das mulheres, principalmente a Kay, primeira dama da máfia. As cenas na rua são lindas também, mostrando as ruas cheias de gente, as barraquinhas de mercadorias, o vai e vem das pessoas e dos carros cheio de palavras em italiano (amo o idioma, um dia ainda aprendo). Sem falar nas cenas da Itália com as paisagens mais bonitas em cenas que eu só posso descrever como “nasci no país errado”.

O papel da mulher


Não vou dizer que O Poderoso Chefão é um filme pra homens porque não acredito nessa classificação, mas preciso chamar atenção para o papel da mulher nesse filme. Abro a reflexão porque muitas pessoas vão dizer que as mulheres foram menosprezadas no filme. E eu digo que sim e não. Certamente não tem uma protagonista feminina em nenhum dos três filmes, mas existem mulheres fortes representadas ali. A única filha mulher da família Corleone, Connie tem um temperamento fortíssimo, mas é deixada de lado pela tradição da família, que não permite que a mulher tenha voz ativa. Ela pode até não mandar matar ninguém, mas tem um papel importante principalmente no segundo filme.

Pra mim a decepção mesmo é a Kay que no começo era uma mulher independente, bem resolvida e mesmo assim se deixa enganar pelas promessas do Michael acreditando que ele conseguiria deixar a vida de crime. O amor é o maior bandido de todos, minha gente. E mesmo quando ela tenta mudar a situação, o poder do homem da casa prevalece e ela fica impotente contra ele. No segundo filme ela é a dona de uma das falas mais chocantes do filme e, olha, meu coração ficou apertado nessa cena, mas não vou contar pra não dar spoiler. rs

Enfim, pra quem, como eu, fica curiosa pra saber como e por que um filme virou um clássico, esse é uma escolha e tanto e repito: vale a pena cada hora investida nele. No meu caso ainda tive a grata surpresa de ver o Al Pacino jovem e bonito que eu nunca antes havia imaginado porque honestamente ele nunca me gerou tal curiosidade. Vai que você gosta também.

8 comentários:

  1. Gostei do post. Só assisti o primeiro filme, mas já consegui entender o motivo dele ser considerado Clássico.

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

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    1. Obrigada, realmente esse é um filme bem feito.

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  2. Sou dessas que tenta o maior numero de clássicos possiveis pra não ficar boiando nas referências, haha. Meu pai ama esse filme, mas nunca assisti :c

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    1. Chama ele pra assistir com você, programa de pai e filha. :D

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  3. Nem preciso dizer que adorei essa publicação né? hahahah estive pensando sobre isso esses dias e até cheguei a comentar no twittwe algunas "aprendizados" que tive com esse clássico =D

    E fiquei mega feliz em saber que a Cinemark esta exibindo *_*

    BEIJOSSSS
    www.saidaminhalente.com

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    1. Se eu termino um filme e não tirei nada de bom dele é porque foi ruim. Nesse deu pra refletir. rs

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  4. Eu re-assisti o primeiro tempos atrás pois não lembrava de mais nada, e adorei (apesar de ser um filme longo e meio "paradinho").
    Tô com os outros aqui e preciso assistir. É um clássico, e só me perguntei o motivo de não ter re-assistido antes!

    Um beijo,
    Re

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    1. Bota longo nisso, mais por esse motivo que demorei a ver.

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