sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dica gastronômica: Beco do Hamburguer

Foto: https://www.facebook.com/becodohamburguer

Nessas férias eu pus na cabeça que queria aproveitar meu tempo $$$ pra conhecer novos lugares e fugir do cardápio hambúrguer fast food/podrão-subway-domino's-japa-habib's - eu vivo disso, gente. Graças ao bom Deus, hambúrguer tá na moda, quer dizer, acho que ainda tá - não importa - e faz tempo que surgiram opções muito mais saborosas do que as grandes redes que não me enchem os olhos. Prefiro mil vezes um podrão conhecido do que gastar fortunas nesses lugares.

Aproveitei uma ida ao Centro do Rio pra almoçar no Beco do Hamburguer, uma hamburgueria (daaã...) que fica no Beco dos Barbeiros, pertinho da Saraiva do Ouvidor. Eu já tinha lido a respeito e sabia que as opções eram simples, mas quando cheguei lá e vi a coluna de preço dessas poucas opções quase dei meia volta e fui embora. Olhei pro Branco e perguntei "e aí?" Ele deu de ombros e disse "vou ficar com fome...". Daí eu disse "calma, vai dar tudo certo". E deu. Foi mais ou menos isso.

É o seguinte: lá tem hambúrguer, cheesebúrguer, hambúrguer duplo e cheesebúrguer duplo. E só. Aí você escolhe se quer salada (com cebola roxa, maravilhoso), picles, molho da casa, ketchup e mostarda. Bacon é acompanhamento. Tem batata frita e refrigerante refil. Aí você pensa, como pensamos, que isso deve ser ruim, gente, cadê o tanto de coisa que a gente tá acostumado a pedir? Não precisa de nada disso, gente. O trem é tão bom que o resto é exagero. O Branco pediu um cheesebúrguer duplo com bacon, batata e refri e eu um normal com bacon e batata. A gente já planejando sair de lá e tomar um milkshake pra fechar a refeição, mas aí olhamos pra grelha e vimos o maravilhoso tamanho de hambúrguer e começamos a desconfiar que o negócio era sério. É uma carne linda e bem fresca, dá pra ver. O queijo é caprichado e vem beeeem derretido, uma coisa de emocionar. Bacon sem miséria e pão quentinho e macio - é feito de batata.

A Batata
Eu quero deixar aqui um parágrafo especialmente dedicado a batata frita. É sequinha. É crocante. É temperada. Vem bastante. É incrível. Se você quiser ir lá só pra comer a batata, vai sair satisfeito não só pela quantidade - não é taaaanto assim, mas acredite quando eu digo que se não for com fome não vai aguentar a batata e o hambúrguer -, mas principalmente pelo sabor. Sério. Tô pensando nela com amor agora.

E o hambúrguer?
Vocês acham que eu ia me dar ao trabalho de escrever sobre um hambúrguer ruim? Aquilo lá é maravilhoso. É chocante. Você come e se lembra como a vida é boa. Vem mal passado - não perguntei se dá pra pedir bem porque gosto assim - e é bem temperado. O molho deles é uma delícia, você tá lá naquela explosão de sabores e vem a salada com a cebola roxa e deixa tudo ainda melhor. O meu, sendo o simples, já tive dificuldade de comer, é bem grande. O Branco comeu o dele todo, mas trouxe a batata pra casa, já eu comi a minha todinha e tive que afrouxar a saia depois. ¯\_(ツ)_/¯
Depois de comer fiquei muito pensativa, do jeito que só se fica quando se come bem.

O ambiente 
É bem bonitinho, refrigerado, limpo e confortável. Tem mesinhas e balcões do lado de dentro e mais balcões do lado de fora, achei bem bom e apesar de cheio, não ficamos sufocados, tudo era bem organizado.

O valor
Bom, não me lembro direito, mas acho que o meu ficou por volta de R$23 e o do Branco, R$27. Batata, refri e adicional achei o valor parecido com qualquer fastfood da vida, só que não tem combo. O hambúrguer certamente é mais caro do que o que eu estou acostumada a pagar, mas pela qualidade, está mais do que justo.

Quero voltar lá bem depressa. Beco do Hamburguer, já tô com saudade.

Lá abre pro almoço, viu, gente, afinal é centro. De 11 às 18, segunda a sexta.
Onde: Beco dos Barbeiros, 6A, Centro, Rio de Janeiro

P.S.: Não tirei foto de nada, infelizmente, porque o namorado tem aversão a esse tipo de modernidade - que esquisito tirar foto de comida... - então me perdoem, vão ter que acreditar na minha palavra de honra de que é muito bom. Eu sou exigente, podem acreditar.

domingo, 11 de outubro de 2015

Primeiro fim de semana de férias - muitas reflexões


Vocês vão me perdoar o excesso de autorreflexão aqui, ou vão se identificar, vai ver eu darei pra vocês uma dica que vem no momento certo. O caso é que eu estou de férias. Se você não me viu ansiar e alardear esse momento no Twitter ou no Snapchat (é nana.moura, segue lá), tá sabendo agora. Eu estava a ponto de ter um colapso nervoso, sério mesmo, e implorei por férias tanto no trabalho quanto no estágio. Agora estou aqui em casa pensando em como a vida é esquisita.

Essa rotina minha é bem cansativa, geralmente eu durmo pouco, como muita besteira, esqueço coisas importantes e deixo tantas outras de lado por falta de tempo ou exaustão. Eu negligencio a limpeza da casa, companhia de amigos, momentos de descanso, de estudo e meu projetos futuros. Ainda não sei quanto disso vai me levar a algum lugar, se vai valer a pena. Meu emprego no momento é só pra pagar as contas e o estágio, eu tenho esperança que me abra portas no futuro - lá é legal, mas não contrata. Mas onde eu quero chegar é: mesmo que eu consiga um emprego incrível depois, será que eu vou me arrepender desse tempo que eu investi aqui? Tempo investido tem que ser produtivo, se não, foi só tempo desperdiçado, certo? O que eu tô tendo dificuldade de visualizar é o que realmente é importante e eu estou perdendo, sabe? Minha vida tá parecendo um borrão, quando eu vou ver já se foi outro dia e eu nem vi, não aproveitei, não me senti ali, só fiquei desejando que acabasse logo. Eu não posso desejar que dois anos passem logo impunemente, certo? Uma hora esse tempo vai me fazer falta, tenho certeza. Quantos amigos e familiares eu vou ouvir dizendo que eu estou sumida - embora a maioria não se dê ao trabalho de me procurar na minha própria casa, sejamos sinceros - até desistirem de mim de vez? Quantos passeios perdidos por cansaço até eu me dar conta de que estou me sentindo inculta? Quantas oportunidades de me sentir jovem enquanto ainda sou jovem, sem pensar demais em responsabilidade?

E o mais esquisito é que agora, aqui em casa, eu tenho o dia todo pra mim e eu simplesmente não sei o que fazer com todo esse tempo. Fico andando de um lado pra outro em casa sem saber o que fazer, dedico parte do dia a arrumar as coisas por aqui, fazer limpeza, organizar, preparar comida, mas aí quando acaba eu faço o quê? Poderia passar o dia assistindo filmes e séries? Poderia. Mas eu não tô nessa vibe, ultimamente qualquer filme que eu vejo me faz ficar triste (exceto Matilda, que eu assisti hoje e foi tão bom como sempre), não importa o tema, não importa o gênero, vi o filme, bateu a bad, não entendo.

É isso, eu passo tanto tempo dedicando meu dia às minhas responsabilidades que esqueci como é ficar em casa à toa. Isso sim é esquisito. Mas não tô reclamando porque eu sei que criar hábitos ruins como passar o dia comendo e jogando The Sims é muito fácil e perder esses hábitos  é bem difícil (e nem é tão ruim, só não é minha realidade no momento), é só que dá uma sensação esquisita.
Aliás, ultimamente está tudo meio esquisito, trabalhar demais, trabalhar de menos, meu corpo, minha mente, ficar em casa, sair, conversar com as pessoas, ficar sozinha. Deve ser meu inferno astral. Falando nisso, daqui a apenas três dias eu faço 26, vou ficar mais perto dos 30 do que dos 20 e não vou mentir pra vocês, tá batendo um medão. Eu estou com essa sensação que vem perto dos aniversários e dos fins de ano (no meu caso já vai acumulando tudo porque sou ansiosa e já tô pensando no Natal também) de que não fiz nada de bom, que está tudo errado não minha vida. Se eu contar quantas vezes por dia me dá vontade de bater a porta e largar tudo pra trás...

Eu estou falando isso tudo mais pra refletir mesmo, mas se serve pra você, deixo um conselho: não seja essa pessoa que estou sendo. É bem possível que eu me arrependa de ter vivido tudo dessa forma intensa e desorganizada, então se puder, abra mão de alguma coisa. Não é vergonha nenhuma e eu já fiz isso em outros momentos, provavelmente estou me encaminhando pra isso agora, esse texto já é um indício. Escolha bem, escolha quem vai te ajudar a passar por essa jornada, porque é certo que haverão momentos de correria na vida, nem todo mundo vai te acompanhar neles. Algumas pessoas vão te botar pra cima, te incentivar, outras vão te abandonar porque vão se ofender por vocês estar buscando algo mais pra sua vida. Haverão também aquelas pessoas que vão ficar a margem, não vão fazer diferença nenhuma, acho que essas são as que surpreendem mais, sabe? Porque às vezes essas pessoas são as que você achava importante e acaba percebendo que sem elas sua vida segue igual, às vezes até mais leve. É surpreendente e devastador também. Se dar conta disso pode ser uma coisa grande e você tem que decidir se precisa mesmo de pessoas assim porque na vida a gente abre espaço pra novidade se desapegando do que não faz mais falta. Assim como não é bom ser um peso morto, também não é bom carregar um peso morto. Então escolha suas prioridades com sabedoria. Não escute ninguém - é isso mesmo - porque ninguém conhece você como você mesmo. Siga seu coração aqui e agora, não deixe pra daqui a alguns meses, essa é sua vida, aproveita!

P.S.: Terminei esse texto e saí pra me divertir. A vida é curta, mores.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Me chamaram de gorda

 Antes de mais nada, resolvi ilustrar esse post só com gifs do Michael Scott porque sim. Agora vamos ao assunto.

Um cara no trabalho fez isso, disse que estou gorda. Assim, sem mais nem menos "você engordou, hein, Mariana". Não é meu amigo, nem meu médico, nem alguém que algum dia tenha se preocupado com meu bem estar físico ou mental. É só mais um exemplo do tipo de homem com que nós, mulheres, temos que lidar diariamente.


Talvez você esteja se perguntando o que eu respondi. Eu conto. Embora ele não merecesse uma resposta, eu dei a ele o benefício da dúvida e a oportunidade de desdizer a ofensa velada. Perguntei mais de uma vez o que ele tinha falado, que não tinha ouvido direito,  e ele com risinho de deboche e olho de peixe morto repetiu tudo, então só me restou responder que o corpo é meu e o que eu como e cago é problema meu, obrigada.


Resposta infantil? Com certeza. Mal educada? Sim. Mas não me arrependo. Porque nada justifica que no meio de um monte de gente um cara solte uma observação maldosa assim só pra ser engraçadinho. É claro que não foi a primeira vez que ele disse coisas assim, é uma pessoa que meu santo não bate mesmo, sempre respiro fundo e saio andando, ignoro. Mas nesse dia, não sei, não quis me calar. Não acho que eu devia. Pode ser que ele estivesse refletindo os próprios problemas em mim, pode ser que alguém tenha ensinado a ele que pode fazer isso, mas isso é problema dele, não meu. Ninguém vai me desvalorizar por causa do meu peso, não vai ficar sem resposta.
Existem mesmo homens assim: que mexem com a autoestima das mulheres só pra se divertir, ou porque acham que assim vão conquistar alguma coisa, por puro despeito ou só pra se autoafirmar. Se a gente se ofende "era só uma brincadeira" ou somos esquentadinhas.

Agora vejam bem, eu estou há dois meses, acho que mais, em um tratamento contra uma uveíte maldita que não quer ir embora, tomando corticoide e pingando colírio todo dia no olho. Junte-se a isso minha jornada dupla estágio-trabalho, mais a semana de provas da faculdade. Eu sem dormir direito há dias e extremamente ansiosa com tudo, inclusive sim, comendo um monte de besteira. E vem um babaca desse fazer graça com minha cara. Poderia ser qualquer outra ofensa, mas ele escolheu essa e acertou em cheio. Até quando as pessoas vão achar que tem o direito de opinar sobre a vida dos outros sem permissão? Um grande desafio pra mim é conviver com gente assim, juro pra vocês que tem dia que é muito difícil sair de casa sabendo que vou lidar com elas.

Demorei a falar sobre isso, mas queria contar aqui no blog. Não sei fazer discurso pra aumentar auto-estima, Deus sabe como eu ainda tenho que trabalhar a minha, mas se tem uma coisa que tem que ser dita é que ninguém tem nada a ver com meu peso, com minhas roupas, com o que eu vejo, escuto, faço, penso, isso é tudo meu e de mais ninguém. Vamos ter um filtro aí, minha gente. A humanidade agradece.

Quanto ao intrometido do trabalho, foi promovido e foi pra bem longe de mim, ainda bem. Menos um pra perturbar meu juízo.


Sobre lidar com sua auto-imagem, se livrar de gente sem noção, ser mulher no século 21 e outros assuntos incríveis e bem escritos, recomendo o Lugar de Mulher pra quem ainda não conhece. Melhores textos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Tag Vida de Gateira


A Renata criou uma tag pra nós, gateiras e eu me entusiasmei porque né, meus filhinhos...
Sem mais delongas porque tá tarde pra caramba, aí vai.

1) Quantos gatinhos você tem?
Eu tenho dois, um macho e uma fêmea, eles são irmãos.

2) Qual nome dele (a)? Quais apelidos?
O macho é Capacete, ou só Capa, para os íntimos, e a fêmea é a Luna.

3) Qual a idade do seu gatinho?
Olha, eu não sei direito o dia que eles nasceram, juro que tinha anotado, mas não sei mais. Só sei que temos três anos aqui em casa e eles também.

4) Como ele (a) chegou até você?
Eu sempre falei que quando tivesse uma casa só minha adotaria gatos porque minha mãe nunca deixou os meus ficarem dentro de casa e perdi todos por isso. Eu sempre peguei os gatinhos na rua pra cuidar, mas não podia deixar eles em segurança e fiquei com isso na cabeça. Poucos meses depois de nos mudarmos pra cá (namorado e eu), minha tia acolheu uma gata e descobriu que ela estava prenha. Quando ela teve os gatinhos, fomos ver e não conseguimos decidir qual levar, eu queria a Luna porque ela era arisca e o Branco queria o Capa porque ele era tímido, decidimos ficar com os dois. Esperamos até eles desmamarem e trouxemos pra nossa casinha. Acho que eles nasceram em agosto e trouxemos pra casa em outubro ou final de setembro. Fora as idas ao veterinário, eles nunca foram pra rua e isso me deixa muito feliz, eles estão em segurança.

5) Vocês tem fotos dele(a) bebê/antigas?
Sim! No dia que fomos conhecer os filhotes tiramos uma deles mamando. E nos primeiros dias deles aqui em casa também. Não temos muitas porque naquela época a gente estava meio na pindaíba com apartamento novo e nem os celulares eram bons.
Ai quanta fofura, eles nem conseguiam subir no sofá ainda

Luninha 
Capa
Nós três  (péssima qualidade)
6) Como é a personalidade do seu gatinho(a)?
Os dois mostraram desde o primeiro dia a que vieram. O Capa é um amorzinho, muito quietinho, carinhoso, vem acordar a gente de manhã todo dia, quase não mia, só quando tá com fome. Ele tem medo de todo mundo que não conhece, só chegar uma visita que se esconde. Ele aceita carinho quietinho e é um pouco ciumento. Já a Luna é aquilo mesmo, odeia colo, carinho, foge de aperto e arranha se bobear. Mas ela é muito fofa e sente muita falta da gente. Adora dormir no colo do Branco e amassar pãozinho em mim, também é muito curiosa, adora mexer em bolsas e cheirar as visitas, não se faz de rogada. Se eu cozinho, ela sobe na geladeira e fica me supervisionando até eu terminar. Os dois seguem a gente o tempo todo, se a gente vai pra sala eles vão, aí vou na cozinha beber água e quando vejo a Luna tá atrás de mim Às vezes eu falo "não vai que eu já vou voltar", mas não adianta, ela vem dando uns pulinhos muito engraçados. Cada um tem um lugar preferido. A Luna gosta de deitar em cima da casinha de viagem em cima do armário, na sala ela deita em baixo da mesa de centro ou em cima da televisão. O Capa sempre deita na pontinha da cama e do sofá, se eu estiver na cozinha ele deita na porta, perto da saída.

7) Ele (a) gosta de brinquedinhos? Se sim, quais?
Eles adoram arame de pão e presilhas de cabelo, não se pode deixar uma dando sopa aqui em casa. O Capa corre atrás do arame e traz de volta igual a um cachorro... Eles tem umas bolinhas também, mas vivem embaixo dos móveis. E as caixas... Qual o problema dos gatos com as caixas? Aqui em casa é um evento toda vez que chega alguma coisa, quando é grande eles usam como cama, se for pequena, arranham. Como se pode ver, não é difícil deixar um gato entretido.

8) Qual tipo de carinho que ele (a) mais gosta?
A Luna gosta que a gente fique parado e ela vem se esfregando na mão da gente. O Capa gosta de carinho atrás da orelha. 

9) O que ele mais gosta de comer? Qual marca de ração/molhinho você costuma dar?
No começo a gente comprava ração a granel, mas descobrimos que não é muito bom. Depois de castrar o Capa passamos a comprar só Golden para gatos castrados, a gente varia entre salmão e frango, uma pena que só tem esses dois sabores, pelo menos por aqui. Sempre que eu vou ao mercado compro Whiskas sachê pra dar em "ocasiões especiais", aqui se a gente tá comemorando, os gatos também participam. Se é dia de comer besteira, eles também ganham, ué, só que a deles é sachê. Serve também pra quando acaba a ração e não dá tempo de comprar no mesmo dia. hehe
Também dou petiscos de vez em quando pra premiar depois que eles fazer uma coisa certo, como enterrar o cocô (O Capa é preguiçoso, só finge).

10) Como é a caixinha de areia do seu gatinho (a)? Você usa areia, sílica, receita alternativa?
Até hoje não acertamos com a caixa de areia, por algum motivo eles implicam com qualquer areia e vira e mexe fazem cocô fora da caixa, fico pra morrer. No momento a gente usa uma areia mais grossa, que parece uma pedrinhas, é muito boa, apesar de ser mais cara. Mas mesmo assim eles não estão 100% satisfeitos. Estamos pensando em testar uma mistura que andou circulando pelo Facebook dias atrás.

11) Que recado você daria para as pessoas que não tem gatinhos, ou tem preconceito com gatos?
É complicado. Eu já aceitei o fato de que as pessoas amam ou odeiam gatos. Não sei de onde veio isso, mas até na minha família tem muita gente que não gosta nem um pouco. Cada um com seus gostos, mas eu deixo claro que aqui na minha casa os gatos fazem parte da família, não prendo eles por causa de visita (só na hora de comer pra não chocar os quadrados rs), até porque não é próprio dos meus gatos ficar enchendo o saco dos outros, apesar de que quando a Luna gosta ela gruda, lidem com isso. Acho que pra alguém deixar o preconceito tem que conviver com um gatinho, ver que é um bicho super do bem, carinhoso, cheio de amor, como qualquer outro que a gente se preste a amar. Amor chama amor, é isso. Gato não é esquisito, nem diferente. Gato é gato, não é cachorro, assim como não é um cavalo, não tem que ter comparação. Se puder, adote um gato, é uma atitude que enche a gente de amor, quem acorda de manhã com um gatinho nos pés da cama sabe que a única dificuldade é querer levantar e se afastar dessas lindezas.

Capa, depois de virar modelo plus size
Minha dengosa
Os meus filhinhos são bagunceiros sim, fazem muita besteira e às vezes fico louca com eles, mas é muito bom ter eles aqui. Tem hora que eu paro e fico admirando os dois dormindo e é tanta fofura que eu tenho que ir lá apertar e eles saem correndo de mim na primeira oportunidade. Eu sou muito Felícia, às vezes tenho que me lembrar de não gritar no ouvido deles porque eu me empolgo. Eu fico toda hora "olha Branco, olha o que eles estão fazendo, olha isso, olha", sou muito babona.

Renata, obrigada pela tag cheia de amor. Vou dormir hoje com o coração bem aquecido. E os pés também.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Resenha - After


  Tessa é uma garota de 18 anos que acaba de deixar a casa de sua mãe para ir morar no campus da faculdade. Estudiosa, responsável e recatada, ela não quer saber de festas e nem de paixões. No primeiro dia na faculdade, Tessa conhece Hardin, um jovem rude, lindo e todo tatuado que implica com seu jeito de garota certinha. Os dois se detestam, mas ao mesmo tempo não conseguem ficar longe um do outro. Logo, começam um relacionamento intenso e turbulento. Consumida por uma paixão que ela imaginava não ser possível, Tessa vê sua sexualidade aflorar. Mas por trás do chame irresistível de badboy, Hardin carrega fantasmas de seu passado, que podem colocar tudo a perder. Depois de Hardin, Tessa nunca mais será a mesma.

Olha, xô falar pra vocês logo que não recomendo esse livro pra ninguém porque é um péssimo exemplo pra meninas em fase de se descobrir, e pra quem é mais velha, como eu, é uma suspiro exasperado atrás do outro essa leitura. Quando eu apenas não gosto de um livro eu fico quieta, mas quando eu vejo que o livro tem potencial pra destruir a vida de alguém eu faço questão de avisar pra quem eu puder, fica por sua conta ler ou se poupar. Vide minha resenha de 50 Tons de Cinza. Acho até que dá pra chamar After - depois de 50 tons porque tem muitas coincidências aí.

Quando li a sinopse desse livro, que não era essa aí de cima, já sabia que seria sobre um relacionamento abusivo. Eu queria ler sobre isso, queria que fosse um livro pra alertar as meninas sobre esse problema. Mas não foi isso que eu li.
Tessa é um clichê. Ela é toda certinha como descrito aí mesmo, super chata "ai de mim se alguma coisa fora do normal acontecer no meu dia". Mas quando ela vai pra faculdade vê que nem tudo a gente pode controlar. Grande lição, até que enfim vida real. A mãe dela é uma controladora e eu detesto essa mulher e detesto como é falso cada diálogo delas duas, não parece que uma pessoa normal falaria assim, aliás, mesma coisa com a Tessa, parece um robô.
E chegamos no mau caráter Hardin, que foi inspirado no Harry Styles, do One Direction, mas na minha cabeça é um Jace muito piorado. Digamos que o garoto tem problemas. É uma mistura de Sr. Grey com Edward Cullen com psicopata em ascensão. O cara te ofende de todas as maneiras possíveis, joga suas coisas no chão, é mandão e mesmo assim a mocinha se apaixona por ele. Aff...

E tudo entremeado com comparações a Morro dos Ventos Uivantes e Orgulho e Preconceito. Ok.

O livro é repetitivo e desgastante, você não vê a hora da Tessa cair na real e dar um fora no Hardin, mas ela não dá. Quer dizer, dá e depois volta. Já falei que tem cenas de sexo? Claro que Tessa é uma mocinha virgem que além de nunca ter feito sexo, nunca se masturbou e não sabe o que é clitóris - vou chamar os meninos do South Park pra ajudar ela. Em que mundo essa garota vive???? Então você coloca uma garota totalmente ingênua e vulnerável num lugar desconhecido com um monte de gente "esquisita e tatuada" e voilá, ela fica dependente do cara. Dá pra entender como é grave você dizer pra adolescentes que é ok ser maltratada por um garoto porque no fundo ele te ama de verdade? Que por mais que ele diga coisas horríveis, se ele se arrepende depois tá tudo certo. Que é romântico ele não te deixar sozinha nem por um minuto porque tem ciúmes.

Tá tudo errado.

Tessa tem até uns momentos de sanidade, ela pensa com seus botões que não pode se deixar levar, mas no momento seguinte o cara tá lá todo creep aparecendo no quarto dela no meio da noite e depois de muitos gritos e ofensas eles se pegam de novo. Parece familiar pra vocês? Isso mesmo: relacionamento abusivo.

A única parte que eu achei legal e olhe lá foi o fato dela se dar conta que não gostava do namoradinho de infância que a mãe impunha a ela, afinal você não tem que ficar com alguém só porque ele é legal, realmente tem que ter amor, mas ela leva isso aos extremos. Ou nada de paixão com o namoradinho Nate que não gosta de beijar (?) ou o fogo de mil infernos que arde e consome tudo, inclusive a sanidade, que é o Hardin. Mas tudo justificado porque ele tem um passado traumático. Ah vá.
As partes que podiam ser legais ficaram chatas também, são elas:

O Sexo. É, ué, sexo devia ser bom.

A editora. A menina é estudiosa e tem um anjo muito bom também porque mal começou a faculdade e já consegue um estágio em uma editora onde ela tem uma sala só dela e pode ler originais e sair mais cedo quase todo dia trabalhando só três dias na semana e ainda ganhar dinheiro suficiente pra viver.

Cadê a realidade desse livro? Eu sei que é fanfic, mas poxa, custava se ater um pouco ao que normal? E eu nem falei do final surpreendente... só que nem um pouco. Não vou falar pra não dar spoiler, mas além do passado traumático, Hardin também esconde um segredo gravíssimo de Tessa que pode, talvez, sei lá, comprometer o futuro dos dois... tã tã tã tã!

Então é isso. Tejem avisados. 

Confesso que li a continuação porque não consegui aceitar a trouxice dessa garota, mas para o meu desgosto ela é adepta do mais um dia mais uma oportunidade para ser trouxa. E tem mais duas continuações depois dessa, mas eu arreguei.
Podia ser um livro pra nos ajudar, mas acabou sendo só mais um livro pobre.

Livro: After
Autora: Anna Todd
Editora: Paralela

domingo, 6 de setembro de 2015

Cabelo azul


Vish! Eu pintei o cabelo de azul em Março e lá se foram seis meses que eu tô pra mostrar aqui no blog como ficou, mas estou sem tempo e quando tenho tempo não tenho paciência. Me desculpe aí, mas não é nada de mais mesmo, é só cabelo.

Pra quem estiver curioso pintei com o tonalizante Color Express Fun Blue Rock. Diz que é tonalizante, mas desde que eu pintei nunca mais saiu, então se você estiver querendo uma cor temporária não recomendo. Ele dura muito e isso é ótimo, quando pintei ficou um azul bic bem bonito e aos poucos foi clareando. Agora tá meio turquesa, meio verde, meio sereia.

Se liga só:





Descolori com ox 40 e descolorante Aquaflora, que é muito bom. Depois misturei o tonalizante com creme branco porque não queria que ficasse muito escuro, mas botei pouco e mesmo assim ficou. há!

De lá pra cá já retoquei a raiz e quando fiz isso passei puro só na raiz e fui puxando pras pontas pra fazer um degradê que ficou bem legal, mas não durou muito.

Desde que eu resolvi pintar tinha decidido fazer só embaixo pra dar um charme quando prende em coque - meu penteado padrão. Às vezes eu enjoo porque quero tonalizar o ruivo e dá trabalho porque tenho que separar a parte azul, mas tem dias que eu olho e acho incrível. De vez em quando cai um cabelo azul e eu fico encarando ele "olha que fofinho, cut cut".

Como mudei de celular nesse tempo, não consegui achar as fotos que fiz do passo a passo, mas basicamente dividi a parte de baixo, descolori depois lavei e sequei e apliquei como falei acima.

É isso. Prometo para breve a resenha de um livro que li há pouco tempo.

Não me abandonem, ainda estou aqui.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Com quem a Zooey Deschanel se parece?



Geralmente as pessoas comparam a Zooey Deschanel com a Katy Perry e eu não discordo disso, realmente elas tem algumas semelhanças.



 Mas se vocês repararem bem, tem uma atriz que também se parece com a nossa Jess: Anna Friel, a Chuck da série curta, porém inesquecível, Pushing Daisies. Era aquela série coloridinha em que o Ned tinha o poder de trazer as pessoas de volta a vida e não podia tocar na Chuck porque ele tinha ressuscitado ela e se tocasse de novo ela morreria de vez. 


É bem verdade que as maçãs do rosto da Anna são mais pronunciadas, mas nas fotos da série, em que ela usa franja como a Zooey, elas se parecem, sim. Ou será que estou exagerando?

Parece que eu não sou a única que acha as duas parecidas, essa montagem achei no Google, viu

Anna Friel - curiosidade muito legal, essa - fez um filme para TV baseado no livro Melancia, da Marian Keys, livro esse que eu adoro, já li várias vezes. Aliás, eu devia fazer um post só com livros irlandeses que eu gosto porque eles são muito legais, vocês deviam ler também. Infelizmente ainda não consegui achar o filme pra assistir, queria ver como ficou, embora eu tenha quase certeza de que não vou gostar.

Fui procurar fotos da Zooey e acabei reparando que quando ela ainda era loira também lembrava - polêmica - a Jenna Fischer, pra quem não se ligou, ela é a Pam, a recepcionista da Dunder Mifflin em The Office e sortuda esposa do Jim Halpert. A semelhança é bem sutil, mas alguma coisa me lembrou, não sei porquê.



Acho que agora eu forcei, né? Talvez sejam só os olhos claros...

O quê? Você não sabia que a Zooey já foi loira? Na verdade o cabelo natural dela é loiro, ok. É, às vezes a natureza erra.


O que ceis acham? Tem fundamento ou tô louca de achar elas parecidas?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Aquela bad musical nossa de cada dia



Outro dia fui tentar definir o meu estilo de música e me surpreendi com o que descobri sobre mim mesma. Acontece que eu percebi que tenho uma queda violenta por músicas deprimentes, subjetivas, introspetivas que analisam os confins do âmago do interior do ser. Com redundância e tudo. É claro que é normal um ser humano em processo de autoconhecimento querer analisar seus sentimentos, nossa, como eu faço isso. Eu, mesmo em momentos felizes, costumo seguir essa linha, a única mudança é o ritmo da canção. E também fico muito inspirada pra trabalhar quando ouço esse tipo de música, vai entender. 

Eu não preciso necessariamente estar sofrendo pra me identificar com músicas tristes, elas me fazem ver as coisas por outra perspectiva, que não é negativa, por incrível que pareça.

Aposto que um monte de gente é assim também então separei aqui algumas músicas que eu tenho ouvido ultimamente porque preciso falar sobre elas. Vamos todos nos abraçar nesses momentos de bad sem motivo.

Elastic Heart da Sia

A Sia só faz música assim né, gente. Eu queria abraçar essa mulher por ela falar por mim nas letras dela. Poderia citar Chandelier, Big Girls Cry, mas vou ficar com Elastic Heart porque é sempre a primeira música que me vem a cabeça quando quero extravasar um dia estranho. O trecho mais marcante pra mim é 


And I know that I can survive ( E eu sei que eu posso sobreviver)

I'll walk through fire to save my life ( Eu vou andar pelo fogo pra salvar minha vida)

And I want it I want my life so bad ( E eu quero, quero tanto minha vida)

I'm doing everything I can (Eu tô fazendo tudo que posso)





Habits da Tove Lo

Quem nunca ouviu essa música não sabe o que é ficar na fossa. Eu tinha raiva dela por falar sobre como um cara pode estragar a vida de uma mulher apenas por não estar mais lá, mas no final das contas me rendi a agonia que é ouvir essa música no repeat. Ó só:


And I drank up all my money (E eu "bebo" todo o meu dinheiro)

Tasted kind of lonely (Tem gosto de solidão)

You're gone and I got to stay high (Você se foi e eu preciso ficar alta)

All the time to keep you off my mind ( O tempo todo pra te manter longe da minha mente)


The Draw do Bastille

Enquanto eu ouvia Bastille diariamente me preparando pro show (próximo post) eu me apaixonei por essa música que parece relatar a vida de todo mundo que tá na casa dos 20 e poucos anos. E não sabe nada da vida.


Don't listen to your friends (Não escute os seus amigos)
See the despair behind their eyes (Veja o desespero em seus olhos)

Don't listen to your friends (Não escute os seus amigos) 

They only care and want to know why (Eles só se importam e querem saber o porquê)



Waste do Foster the People

Outra que eu descobri me preparando pro show. Gente, eu tô muito apaixonada por Foster the People, recomendo pra já que todo mundo ouça tudo deles. Essa música é super dançante e a letra é maravilhosa. Dá vontade de abraçar o Mark de tão compreensivo que ele é, embora saibamos que na realidade é muito mais difícil ser compreensivo com alguém que tem seus demônios interiores pra cuidar.


I'll hold your hand (Eu vou segurar sua mão)

When you are feeling mad at me (Quando você estiver com raiva de mim)

When the monsters they wont go, (Quando os monstros não forem embora)

The windows, they wont close, (Quando as janelas não fecharem)

I'll pretend to see what you see.... (Eu fingirei ver o que você vê)

The devil's on your back (O diabo está nas suas costas)

But I know you can shake him off... (Mas eu sei que você pode se livrar dele)

You know its funny (Sabe como é engraçado)
How freedom can make us feel contained (A liberdade faz a gente se sentir preso)


Foster The People - Waste by Elyse Aug 11 on Grooveshark

Remedy do Seether

Oxi, tu acha que a banda é badass e quando presta atenção nas letras tá todo mundo sofrendo que nem você.


It aches in every bone, I'll die alone, but not for pleasure (Doi em cada osso, eu vou morrer sozinho, mas não de prazer)

I see my heart explode, it's been eroded by the weather here (Eu vejo meu coração explodir, ele sofreu erosão pelo clima daqui)

If you want me hold me back (Se você me quer, me segure)

Frail, the skin is dry and pale, the pain will never fail (Frágil, a pele seca e pálida, a dor nunca falha)

And so we go back to the remedy (e nós voltamos para o remédio)

Clip the wings that get you high, just leave them where they lie (Corte as asas que te deixam alto, deixe-as onde elas estão)

And tell yourself, "You'll be the death of me" (e diga a você mesmo "você será a minha morte"

Remedy by Seether on Grooveshark

I am Machine do Three Days Grace

Pra aquele momento em que você apenas precisa gritar pra espantar os maus pensamentos. Eu bato cabeça nessa música porque não sei ficar parada quando a música é assim, digamos, vigorosa.


It wasn't supposed to be this way (Não era pra ser assim)

We were meant to feel the pain (Nós deveríamos sentir a dor)

I don't like what I am becoming (Eu não gosto do que estou me tornando)

Wish I could just feel something (Queria só poder sentir alguma coisa)

I am Machine by Three Days Grace on Grooveshark

Vocês vão perceber que eu tô muito musical ultimamente, provavelmente porque música é das poucas coisas que eu tô conseguindo fazer enquanto levo essa rotina louca. Então não se chateiem se os próximos posts forem sobre música também.