sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Oi, tem alguém aí?


Mais uma sumida gigantesca aqui do blog, acho que vocês até já desistiram de mim. É, não estava com vontade nem tempo de postar, deixei de lado. Hoje não resisti e quis escrever. Não resisti ao clima de fim de ano, à nostalgia e à esperança de mudar.

Não vou negar que esse ano foi horrível. Entre mudar do apartamento em que aprendi a ser gente grande e perder meu Capa, tem sido um desafio manter o pensamento positivo. Foi ruim pra muita gente. E por mais difícil que tenha sido botar em palavras os sentimentos desse ano, quis escrever, quis botar pra fora. Eu procurei o ano todo um lugar pra me expressar sem falar de mais nem de menos e de alguma forma não lembrei desse meu espaço. Mas o blog é meu espaço e agora eu quero escrever.

Não cumpri minhas metas, não realizei muitos sonhos - com exceção de conhecer as maravilhosas Curitiba e São Paulo, melhores investimentos que eu podia ter feito -, não deixei pra traz tudo que me fazia mal, não botei a saúde em primeiro lugar. Não. Nada disso foi feito. Me concentrei apenas em colocar um pé na frente do outro e continuar seguindo, vivendo. Por isso 2017 vai ser um ano cheio de incertezas. Trabalho, casa, amigos, viagens, dinheiro. Não garanto nada, não planejei nada. De certa forma estou de saco cheio de planejar.

Mas não me entenda mal, não desisti de nada, pelo contrário. Eu sinto agora, bem nesse momento em que escrevo - talvez levada pela emoção de botar pra fora o que pensei durante o ano - que estou começando uma coisa nova. Pode ser qualquer coisa, eu confesso que não sei o que é. Está começando, sim. Eu espero por isso, trabalho para isso, mas não sei o que é.

Por isso nessa virada decidi ficar em casa, no nosso silêncio, com nossa Luna, que agora só tem a gente como companhia na hora dos fogos assustadores. E sentir que estou no lugar certo, só que não é um lugar físico. É um lugar dentro de mim, em que me encontro esses dias, tentando encontrar meu caminho a medida que o percorro na certeza que vou ao encontro desse aquilo, esse mesmo que não sei o que é.

Encontrando, reencontrando e conhecendo e reconhecendo os lugares em que vou passando.

Feliz 2017!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Série - Supergirl


Ok, eu confesso: demorei a começar essa série porque tinha uma birrinha com a Supergirl. Sempre achei que ela era simplesmente a versão feminina do Superman e eu não conseguia conceber uma coisa dessa. Só que tem dias que você só quer esfriar a cabeça vendo uma série bobinha e eu achei que era hora de dar uma chance pra Kara. Não me arrependi nem um pouco.

Como você vai acabar decorando depois de uns 3 ou 4 episódios, Kara Zor-El é prima do Clark Kent e veio para a Terra para proteger ele quando Krypton estava prestes a ser destruído, mas a explosão fez ela ficar presa numa Zona Fantasma e quando ela chegou ao planeta, o menino já era o Superman e ela ainda era criança, então ela foi adotada e resolveu deixar os poderes de lado. Mas como uma filha de Krypton, o dever chama e ela se junta a irmã adotiva para cuidar dos alienígenas que ameaçam National City e o resto do mundo.

Sim, é uma história leve, mas não é tão bobinha assim. No começo intencionalmente você é bombardeado com referências ao Homem de Aço e dá vontade de desistir, já estava achando que tinha razão no meu julgamento. Mas aí é que está, a Kara passa por esse questionamento também: saber quem ela é e deixar de ficar a sombra do primo famoso. Ao longo dos episódios ela vai se tornando mais confiante com os erros - muito engraçados e, vamos encarar, quem nunca fez besteira nos primeiros dias de trabalho? - e descobrindo sua própria maneira de salvar o mundo enquanto tenta equilibrar a função de super heroína com a de assistente de uma mulher poderosíssima da mídia, Cat Grant.

Essa série... Eu tô apaixonada por essas mulheres incríveis. Além da Kara, que é valente, bondosa, determinada, linda e um pouco atrapalhada, tem outras personagens poderosas também e acho que é por isso que eu sempre acabo chorando em todos os episódios. Eu fico muito empolgada em ver a Alex, irmã adotiva da Kara, uma bioengenheira e também agente secreta, que ama muito a irmã e as duas juntas formam uma dupla imbatível.

Alex Danvers e Supergirl
E a Cat, que poderia ser uma versão feminina do JJ Jameson, mas não, ela é durona só por fora, tem seus princípios e batalhou muito para chegar ao topo. E a Lucy, ex-militar que se afasta do pai ao perceber que ele não é tão legal assim. Até mesmo a vilã Astra, tia da Kara, é uma mulher que você tem que respeitar, ela é a general de um exército que quer defender a Terra do mesmo destino que Krypton, ela mantém sua posição mesmo quando é condenada e vai contra a própria família, mas ela nunca deixou de ser uma mulher carinhosa com a sobrinha e com o marido, mesmo quando eles tem opiniões diferentes da dela. Cada uma a seu próprio jeito conseguiu chegar onde quis e isso é tão bonito de se ver.

No time dos meninos - não, pera - e o Jim Olsen, hein, com aquela voz grossa e sensual e todos os princípios de bom moço... ai ai. 


Ele já chega arrebatando o coração da Kara - e os nossos também - e o Wes, o melhor amigo nerd na friendzone se sente ameaçado e tal, mas vai vendo que melhora. O mais legal é que quando a namorada do Jim, a Lucy - ela é irmã da Lois - aparece não tem competição, a Kara se afasta e deixa eles serem felizes. O outro "chefe" da Kara, Hank é meio protetor dela e da Alex e a história dele é muito boa, uma ótima surpresa da série.  Na área dos vilões - mais ou menos - Maxwell Lord, nosso eterno Carlisle Cullen agora menos maquiado, é um cara complexo. E rola demais uma química entre ele e a Alex, quero saber quando eles vão se beijar, mesmo que não dê em nada porque ele não é flor que se cheire. Às vezes a gente só tem que fazer as coisas sem pensar muito no depois...

A questão é que a série só fica melhor porque cada vez que a Supergirl enfrenta um vilão e se supera eu mesma me sinto mais forte, parece bobagem, mas realmente me apeguei muito a essa série. Dessa leva de séries em que finalmente o mundo percebeu que existem mulheres de verdade por aí - que surpresa! - eu assisto (Jessica Jones, OITNB, Bones, HTGAWM) e amo várias. Só que resolvi falar sobre essa porque ela mexe de verdade com meu coração e eu sei e não sei ao mesmo tempo porquê. A primeira vista pode parecer bem simplista já que é aquela coisa de vilões que perdem para mocinhos - mais para mocinhas -, contudo existem os conflitos internos dos personagens, um pouquinho de cada vez: é ok passar por cima da lei só porque você pode e tem poderes? E ignorar o sentimento de outras pessoas pra satisfazer os seus? Eu gosto especialmente de a Kara ter formado uma família de escolha, que é muito boa com ela e para ela, sem discriminar nem mesmo os alienígenas - ops, quase spoiler. Cada um deles vai se mostrando aos poucos, nem totalmente bons nem completamente maus, mesmo quando tem boas intenções fazem coisas ruins e às vezes são criminosos que se corrigiram. Eu acho muito gostoso ver que em cada episódio ela aprende alguma coisa nova, não é uma heroína cheia de máximas e acima de todos - como certo primo que ela tem - e é bom ver que ela sabe que nem sempre dá pra salvar o mundo sozinha, você pode e deve contar com pessoas que só querem o seu bem. Ela tem os valores, mas colocar em prática é um desafio diário, quem é que não se identifica com isso?

Sente o poder, miga

Para fechar, eu vou contar qual foi um dos meus episódios preferidos até agora. Em Human For a Day, a Supergirl gasta seus poderes e tem que se contentar em ficar quietinha na dela, mas é claro que tudo de errado acontece e ela entra em conflito por querer ajudar enquanto se sente impotente sendo apenas humana. Sério, vejam esse episódio no mínimo, mesmo que você não veja mais nenhum e se você não gostar da série aí eu não falo mais nada. Eu fiquei de coração na mão e me apeguei mais ainda.

Mais uma coisa: quando eu nascer de novo se eu não vier igual a Melissa Benoist vou abrir reclamação no Procon. Essa garota é um encanto, gente! O cabelo dela é perfeito, ela é engraçada sem ficar caricata, vejam as entrevistas dela, uma fofa. Reparem também no figurino da Kara, muito bom pra se inspirar pro trabalho - fora o uniforme, claro, a não ser que sua empresa seja mais liberal. Eu gosto tanto das roupas dela, discretas, arrumadinhas e confortáveis que pensei até em fazer um post sobre isso, mas tenho preguiça... Vai nesse mesmo, olha.


Agora vai a gente na vida real passar um dia inteiro de trabalho e continuar com a roupa no lugar mesmo sem ter que salvar o mundo... Tirando esses detalhes, afinal isso é uma série, tem que ter uma produção, eu recomendo, insisto que vocês assistam Supergirl. Hoje.
Vai, só unzinho.

I am... Supergirl! - eu amo o jeito que ela fala hehe



sexta-feira, 18 de março de 2016

Darkside Books lança Donnie Darko

Recebi um e-mail muito empolgante hoje e preciso contar pra vocês.

A DarkSide vai trazer um coelho... diferente nessa páscoa. O Frank vem aí!


Não é nada mais, nada menos do que o roteiro na íntegra de Donnie Darko, filme escrito por Richard Kelly. Se você já viu esse clássico cult deve estar tão empolgado/a quanto eu porque o filme é meio louco e intrigante e cheio de teorias conspiratórias. Eu amo a trilha sonora do filme e parece que o cara teve um carinho especial por ela também porque ela já estava bem encaminhada quando ele escreveu o roteiro.

O livro terá um material exclusivo, prefácio do Jake Gyllenhaal - o coração bate forte por ele, sim - e a Darkside sempre capricha, então vai ser de capa dura em edição limitada. Olha que linda:


A pré-venda deve começar nessa semana que vem, então fiquem de olho porque terão marcadores do livro e também a reprodução de trechos do A Filosofia da Viagem no Tempo, o livro que tem um papel fundamental durante o filme.

Quem aí ficou animado por esse lançamento?

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Livro - Um Toque de Morte


Pode me chamar de Kat. Eu daria tudo para ser apenas uma jovem universitária, preocupar-me com os assuntos discutidos nos trens, nos corredores das escolas, nas ruas: qual roupa vestir na festa, qual o futuro da política do país, quem vai ganhar o jogo esta noite. É, você entendeu.

Mas na minha cabeça só há espaço para uma preocupação: quem será a minha próxima vítima.

Eu sou uma Ceifadora. Isso significa que posso matar com um simples toque das mãos, um dom que desejava todos os dias não possuir. Mas quando aqueles dois estranhos apareceram na minha vida e fizeram tudo virar de pernas pro ar, comecei a entender que existem pessoas que fariam de tudo para controlar esse meu poder indesejável. Até mesmo me matar. É até irônico, né?
Eu ando bem entusiasmada com minhas leituras desde que eu comprei um Kindle e passei o feriado com ele na mão. Um dos livros que li durante o meu carnaval super animado foi Um Toque de Morte, livro de uma escritora brasileira, Luiza Salazar.
No começo fiquei um pouco confusa porque a história se passa em Nova York, confesso que me desanimei porque queria uma aventura que fosse ambientada aqui mesmo, com um cenário mais conhecido, mas mesmo assim gostei do livro.

Kat é uma menina órfã com um poder bem difícil de conviver: tudo que toca suas mãos morre. Por isso ela tenta viver afastada das pessoas, até mesmo da sua colega de quarto. Ela leva uma vida reclusa e faz alguns trabalhos "especiais" para o Chefe até que conhece Vince e Eric, dois garotos que parecem viver brigando por ela. Será que eles estão apaixonados? Sua rotina calculada começa a mudar e ela descobre que viver sozinha pode não ser uma possibilidade no futuro. Ela deve escolher entre a Legião e a Ordem, duas organizações que recrutam pessoas com habilidades como ela, mas fazer essa escolha parece mais díficil do que ela imaginou. Saber quem é bom e quem é mau e sobreviver ao próximo dia, esses são os desafios.

O livro é escrito em primeira pessoa, então só temos a visão da Kat e vamos descobrindo aos poucos o que está acontecendo. Ela é uma garota bem realista e sabe que a vida não pode ser muito boa por que né, ela não pode chegar muito perto de ninguém. Eu só não engoli a ideia de uma garota rica, a Rebecca, deixar que a personagem more com ela só para irritar os pais, me parece forçado. De resto, a história segue muito bem e eu fiquei curiosa para saber o que acontece, já que a própria Kat não se interessa muito, a gente demora a descobrir as coisas. Quando finalmente conhecemos o propósito de alguns personagens o livro fica bem melhor porque foge um pouco do clichê. O final deixa a gente em suspenso e ainda bem que a continuação já foi publicada e não preciso esperar muito. Logo saberemos se a Kat está pronta para a guerra ou não.
No geral gostei da história, mas acho que me empolgaria mais se a Kat fosse brasileira, morasse em uma metrópole no Brasil e ao longo da narrativa fossem descritos lugares que eu me familiarizo. Isso é uma coisa minha mesmo porque eu me comprometi a ler mais livros de autores brasileiros e acho que deve haver vários deles que sejam de aventura ou suspense e eu adoraria ler todos. Claro que o escritor (ou escritora, como nesse caso) pode e deve imaginar lugares diferentes, mundos diferentes para suas histórias, por isso eu acho que o livro não decepciona, havia ali um detalhamento da cidade que é importante, independente de qual seja ela. Eu sempre vou gostar de livros que misturam a realidade com um mundo totalmente oculto, esse tipo de fantasia me agrada demais.

De qualquer forma, a Kat é bem corajosa e eu espero que ela fique ainda mais interessante na continuação que se chama Um Beijo de Morte e eu espero resenhar em breve.
Eis uma ilustração da Kat feita pela própria Luiza Salazar e que foi publicada no twitter.


Livro: Um Toque de Morte
Autora: Luiza Salazar
Editora: Draco

Nova parceria do blog

Quem acessou o blog nos últimos tempos deve ter reparado o banner ali do lado, mas eu ainda não tinha falado oficialmente sobre isso. O blog agora é parceiro da Editora Draco e eu estou muito feliz com isso. Pena que não pude falar antes porque como todos devem ter visto, o blog estava quase abandonado por falta de tempo, mas agora que não estou mais em jornada dupla de trabalho estou tentando botar as coisas em ordem.


A Draco é uma editora muito legal, acessível e só publica livros de autores brasileiros, o que eu acho empolgante. Tem muita gente talentosa por aí precisando de oportunidade para se tornar escritor. As publicações vão de quadrinhos a chick-lit, as capas são lindas, olha só:




Como eu estou recuperando o tempo perdido, já vou publicar a resenha de um livro em seguida. Espero poder mostrar muitas coisas legais da Draco pra vocês esse ano.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Série - Minhas impressões sobre Shadowhunters


Ano passado foi anunciado que seria feita uma série baseada nos livros da série Os Instrumentos Mortais da Cassandra Clare e eu fiquei super animada porque o filme não foi pra frente - é uma adaptação ruim, mas eu gostei e só li os livros por causa dele. Desde então começou a espera ansiosa pra estreia da série, que foi nomeada de Shadowhunters.

Estreou em janeiro, tem quatro episódios liberados - todos pela Netflix, mãe de todos - e eu já estou pronta pra dizer que ó... uma bosta. Mas vamos lá desenvolver isso.

A partir de agora o texto pode e terá spoiler. Teje avisado!

Os atores

Foi aí que a coisa começou a desandar. Quando olhei pra cara desse Dominic Sherwood pensei "nossa que cara de bunda, isso não é cara de Jace não". Mas deixei pra julgar o menino pela atuação. Quem leu os livros sabe que o Jace é um diabo loiro cheio de sarcasmo, inteligência e prepotência, porém muito charmoso. Aí me botam um corte tosco no boy de Style - antes tivessem deixado o cabelo como estava nesse vídeo, bem melhor - e o que cara não consegue nem se mexer direito, não tem nem um pouco da graça felina do Jace descrita nos livros. O sotaque é um charme, mas não tá dando.

Esse é o máximo de sarcasmo de que ele é capaz. Dom, melhore

A Clary (Kat Mcnamara), que já é uma personagem que eu tenho dificuldade às vezes de aguentar, ficou uma histérica com uns gritinhos agudos que eu não tô suportando mais. E não tem cena sem ela, imagina quanto que eu tô sofrendo. Se eu ouvir essa menina gritar "watch out!" de novo vou ter um treco. Duas cenas que ficaram marcadas como as piores pra mim foi no primeiro episódio quando ela desliza lentamente pelo chão quando um demônio - que parece mais um alien - golpeia ela e a outra, no quarto quando, em um pesadelo, ela se mexe na cama com a mesma desenvoltura de uma criança brincando de mímica.

Histérica

A Izzy (Emeraude Toubia), uma personagem que não teve as oportunidades na vida ainda, eu estava muito ansiosa pra ver como ia ficar porque eu admiro muito ela no livro e queria demais que ela fosse bem representada. A menina é boa, muito linda e sexy e olha, não é das piores. Eu tinha em mente uma Isabelle um pouco mais sagaz, mas do jeito que a coisa está, não posso reclamar muito.

Fierce
Vamos falar de quem interessa nesse show: Simon Lewis, o mundano/vampiro/caçador de sombras mais legal do mundo. O cara é sem dúvida o melhor personagem da série. Confesso que meu Simon - o que eu imaginava, não que ele seja meu, eu sei que ele não existe, mas se existisse seria tão booooommmm - não é parecido fisicamente com esse da série, mas o Alberto Rosende está fazendo um trabalho muito acima da média dos outros atores do elenco. E isso é um alívio. Só fico esperando desenrolar logo esse casal maravilhoso Simon + Izzy, aí tenho certeza que vai melhorar um 70% essa lenga-lenga. 'Em breve' vou fazer um post só sobre o Simon - do livro - porque eu acho que ele merece.

Um toque de humor e friendzone

Casal fofura
Alec (Matthew Daddario). Um deus esse menino, muito lindo, muito alto, muito sorriso torto arrasador de corações, fica lindo com o arco, agora beija logo o Magnus pelo amor de jesus. Não vou dizer que ele está ruim porque o Alec é meio fechadão mesmo, então está dentro do esperado. A cena dele com o Jace fazendo os paranaue parabatai deixou meu coraçãozinho palpitando forte, uma das poucas vezes que isso aconteceu em quatro eps.

De tanto levar frechada do teu olhar... não pera

Magnus Bane, o alto feiticeiro do Brooklin
Uma coisa precisa ser falada aqui. CADÊ OS GLITTER????
Não acho que esse Harry Shum Jr. faça jus a beleza exótica do Magnus da minha cabeça. Fazer o que...? Odiei o jeito como eles mudaram a história dele, demorou séculos pra eles se encontrarem e no final das contas deu no mesmo. Era pra todos se conhecerem na festinha do Bane logo no começo de tudo, mas eles inventaram de evadir o feiticeiro e depois trazer ele de volta por causa de um colar... oi? Mudanças a parte, as cenas com ele foram as melhores até agora. Já pode formar esse casal aí logo que eu não quero esperar mais, não.

Pelo menos tem lápis de olho

Não dá pra falar de todos porque o texto vai ficar gigante, mas em resumo, espero que eles ponham o Luke em alguma cena boa porque ele tem sido negligenciado. Os outros personagens são bem mais ou menos. Inventaram de introduzir a Camille logo de cara e a atriz... não tenho palavras. Cadê o refino, a cara blasé, as centenas de anos de experiência num corpinho de 25. A cena dessa molier falando ao telefone com um capanga imaginário foi horrorosa. O cara que faz o Hodge...tão o lindo o rosto tão feio as atuação. Sério, de quem foi essa ideia ridícula de fazer o cara sentir dor toda vez que fala do Ciclo???????? E ele nem sabe fingir que sente dor. 

Roteiro

Fraco. É isso. Cheio de diálogos sem sentido que não acrescentam nada na história e muito menos servem pra fazer Clace funcionar, os dois não tem química.Também é meio repetitivo, a Izzy falando que o Alec tem que "se soltar", a Clary sendo irritante, o Valentine sendo mais dr Frankstein do que líder do Ciclo. Todo episódio eles se propõem uma batalha, mas acaba não acontecendo nada de mais. Outra ideia besta foi dizer que o Magnus deu as memórias da Clary pra um demônio porque isso levou a uma sequência que muda uns dez conceitos que a gente leu no livro. Além de ter antecipado a hora que o grupo invoca o demônio que se alimenta de memórias - uma cena decisiva no livro e que só acontece bem no final -, a Clary entra no pentagrama (muito errado isso aí), mata um demônio maior (até parece, sem treinamento nenhum) e o Jace descobre que o Alec gosta dele assim, do nada.

Efeitos

A série é produzida pela ABC Family, que agora se chama Freeform. Eu andei conversando por aí e me falaram que realmente não era pra se esperar muito coisa, queria ter descoberto isso antes para não criar expectativas. No primeiro episódio o sentimento era de vergonha alheia e depois... Temos os demônios aliens, as Marcas vermelhas que eu não engoli, a cena - ai, só de lembrar dá uma gastura - da moto voadora, o tornado de demônio - deus, por quê??? - e algumas outras cositas que agora meu cérebro, por questões de autopreservação me fez esquecer.
E o Instituto! Não tô entendendo essa tecnologia e essa gente toda. Tudo bem botar uns figurantes e tal, mas 20 mil monitores funcionando com energia elétrica e tudo. Algo não faz sentido aí.
Já esperava que houvessem mudanças e estava aberta pra isso, até que nessa parte não me incomodei muito, claramente todo mundo leu todos os livros da tia Cassie e estão explorando bem o conteúdo que já foi publicado, inclusive da trilogia As Peças Infernais - que eu comecei a ler e merece resenha, assim como OIM, coisa que eu já tinha que ter feito. A questão mesmo é que o roteiro é bem fraquinho e o casal principal, Clary e Jace, não tá bom isso, troca.

Houve melhora claramente na qualidade desde o primeiro até agora. Mesmo assim eu estou é decepcionada no geral. Vamos ver se haverá uma segunda temporada quando acabar essa pra eles terem a oportunidade de melhorar bem, mas bem mais. Vou continuar assistindo porque o universo do Mundo das Sombras me empolga muito, quem sou eu pra dispensar mais um pouquinho dele?

Mais Malec que tá pouco:

Socorr


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Moon is High

Escrevi esse texto acho que já tem mais de um ano depois de ver Nashville (viciada!) e ficar ouvindo a trilha sonora. Foi escrito baseado na música Moon is High, que eu acho uma das melhores da série. Nunca publiquei por fiquei meio com vergonha, mas ouvi ela hoje e me deu vontade de publicar. Escutem, leiam e não riam de mim.



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foto: poolski / everystockphoto.com
Eu o via todos os dias no mesmo lugar no começo da noite. E lá estava ela também, uma sombra, um estorvo. A ideia de saber que em alguns minutos os dois subiriam as escadas do sobrado e a noite seria toda deles enquanto eu ficava parada aqui em baixo, esperando... Esperando minha chance.

Toda noite era assim: os dois chegavam juntos e sentavam no banco enquanto eu observava da loja em que trabalhava. Ele é simplesmente perfeito, gentil, engraçado e atencioso, a cada encontro nosso eu o sentia me olhar desejoso, mas sabia que ele não cederia, simplesmente pelo tipo de homem que era. Mas ao mesmo tempo não podia evitar me olhar por cima do ombro dela de vez em quando enquanto conversavam. Podia ser eu.

Eu ardia por dentro em pensar sobre os beijos dele, seu corpo contra o meu. Sentia meu corpo quente ao saber que em meu lugar estava outra, usurpando meus beijos, meu abraços e as noites em claro que eu passaria com ele. Enquanto penso mais uma vez nisso ele me olha e o olhar é lascivo, seus olhos brilham. Será que um dia ele vai se cansar dela e se concentrar só em mim?

Nesta noite particularmente eu me sinto perversa, a lua está brilhante e cheia, bem alta no céu limpo. Queria subir furtiva para o sobrado, mas ela estará lá. Meu desejo me sufoca. Não nessa noite, mas quem sabe um dia.

Queria eu que fôssemos inconsequentes, botando em palavras a ternura que os olhares prometem, sem pensar nos corações partidos e explicações. Embora a ternura vá se transformar rapidamente em fogo, queimando minhas veias e deixando meu coração disparado, pulsando junto ao seu.

Os dois subiram e eu fico aqui esperando. Talvez hoje eu seja ela, talvez eu o sinta. Apesar da distância eu sinto seus pensamentos em mim. As luzes se apagam, apenas um abajur deixa o quarto a meia luz. Estou esperando por ele ainda. Sinto meu corpo inteiro pulsar, só pela expectativa de um último olhar. A lua me faz companhia, me sinto tão alta quanto ela, meu espírito voando longe, meu corpo pesado como chumbo.

Me sinto tonta com a ansiedade, esperarei a noite toda. Como um diabo, ele me tenta, eu o tento na mesma medida. Em uma dessas noites ele veio me falar. Não sei se era sonho. Me implorou para amá-lo, ai como eu queria. Sussurou no meu ouvido. E agora ao me lembrar, sei que no meu sonho a chuva caía, tanto lá quanto nas janelas do meu quarto.

Um movimento silencioso e ele aparece na sacada. O cabelo bagunçado e ar de quem fez travessuras. Seu olhar me procura e eu dou um passo a frente, saindo da sombra da árvore que me ocultava. Ele abre um sorriso meio de lado, percebo que ele queria que eu esperasse. Sua boca forma uma palavra. Oi. Mas quando eu penso em responder, o meu pedaço de remorso também chega para me levar para casa.

Não vai ser hoje. Mas um dia serei eu a subir as escadas do sobrado. E a lua é minha testemunha, do meu desejo e do meu amor. Ao ir embora olho para trás por um instante. Ele me acena um adeus com a cabeça, tão sutil que somente eu poderia perceber.
Quando a lua estiver alta e cheia de novo. Quem sabe ali. Perversa e sorrateira, para nos juntar.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Por que continuamos assistindo e gostando de 500 Dias com Ela?



Porque queremos que as coisas deem certo. Sempre.
É muito difícil para o ser humano aceitar que nem toda história tem um final feliz. Ainda mais se tratando de amor, de romance, namoros e términos.


Todos nós somos o Tom, fantasiamos cada momento e torcemos para que dê certo. Romantizamos tudo e ignoramos as partes que estão desmoronando. E aí quando acaba nos fingimos chocados, "eu nunca ia imaginar isso", como se os sinais não estivessem ali o tempo todo.

O que eu me pergunto é: será que Tom realmente amou a Summer? Ou só a ideia de tê-la por perto e criar essa "história de amor", que na verdade só existiu na cabeça dele? A gente sabe como é a empolgação inicial, tudo é novo e a gente realmente quer que dê certo. Mas nem sempre dá. Ele querer não foi suficiente porque um namoro precisa de duas pessoas pra funcionar. E nós nos identificamos com ele, com seu otimismo e seu romantismo.

Mas a gente não odeia a Summer. Porque a Summer sempre soube que eles não eram pra ser. Mas ela se divertiu pra caramba porque aproveitou cada momento bom. Nem sempre é amor, mas sempre pode ser muito legal. Visitar uma loja de móveis pode ser super divertido se você estiver com alguém que saiba que cada segundo conta.


Ou talvez ele tenha amado mesmo e amor seja uma coisa que acaba e começa de novo. Ou muda. Sei lá. Eu realmente acredito que ele fez muito bem a Summer e ela a ele porque os dois aprenderam mais uma lição sobre romance.

Ou... ele não aprendeu nada porque continuava buscando encontrar em outra pessoa a plenitude que só se pode ter quando se está em paz com o que a gente tem dentro de nós. Não existe, pelo menos para mim, essa história de alma gêmea, parem de acreditar nisso. O que existe são pessoas que vão fazer parte da sua vida e ser importantes, mas elas não te completam, por favor... Isso não é amor, isso é outra coisa.


Talvez Tom nunca tenha amado de verdade. O que ele buscava na Summer era preencher um vazio que ele tinha nele mesmo. E isso é triste. "Eu amo o jeito como ela me faz sentir... como se tudo fosse possível... como se a vida valesse a pena". A primeira pessoa a te fazer sentir assim devia ser você mesmo e se não é, você tem um problema a resolver. Não pode ficar esperando que outra pessoa resolva por você. Por isso a gente queria tanto que Tom e Summer ficassem juntos e nos chateamos porque eles não ficaram.

Porque nos somos românticos como o Tom, mas nós deveríamos ser mais resolvidos como a Summer.