segunda-feira, 21 de março de 2016

Série - Supergirl


Ok, eu confesso: demorei a começar essa série porque tinha uma birrinha com a Supergirl. Sempre achei que ela era simplesmente a versão feminina do Superman e eu não conseguia conceber uma coisa dessa. Só que tem dias que você só quer esfriar a cabeça vendo uma série bobinha e eu achei que era hora de dar uma chance pra Kara. Não me arrependi nem um pouco.

Como você vai acabar decorando depois de uns 3 ou 4 episódios, Kara Zor-El é prima do Clark Kent e veio para a Terra para proteger ele quando Krypton estava prestes a ser destruído, mas a explosão fez ela ficar presa numa Zona Fantasma e quando ela chegou ao planeta, o menino já era o Superman e ela ainda era criança, então ela foi adotada e resolveu deixar os poderes de lado. Mas como uma filha de Krypton, o dever chama e ela se junta a irmã adotiva para cuidar dos alienígenas que ameaçam National City e o resto do mundo.

Sim, é uma história leve, mas não é tão bobinha assim. No começo intencionalmente você é bombardeado com referências ao Homem de Aço e dá vontade de desistir, já estava achando que tinha razão no meu julgamento. Mas aí é que está, a Kara passa por esse questionamento também: saber quem ela é e deixar de ficar a sombra do primo famoso. Ao longo dos episódios ela vai se tornando mais confiante com os erros - muito engraçados e, vamos encarar, quem nunca fez besteira nos primeiros dias de trabalho? - e descobrindo sua própria maneira de salvar o mundo enquanto tenta equilibrar a função de super heroína com a de assistente de uma mulher poderosíssima da mídia, Cat Grant.

Essa série... Eu tô apaixonada por essas mulheres incríveis. Além da Kara, que é valente, bondosa, determinada, linda e um pouco atrapalhada, tem outras personagens poderosas também e acho que é por isso que eu sempre acabo chorando em todos os episódios. Eu fico muito empolgada em ver a Alex, irmã adotiva da Kara, uma bioengenheira e também agente secreta, que ama muito a irmã e as duas juntas formam uma dupla imbatível.

Alex Danvers e Supergirl
E a Cat, que poderia ser uma versão feminina do JJ Jameson, mas não, ela é durona só por fora, tem seus princípios e batalhou muito para chegar ao topo. E a Lucy, ex-militar que se afasta do pai ao perceber que ele não é tão legal assim. Até mesmo a vilã Astra, tia da Kara, é uma mulher que você tem que respeitar, ela é a general de um exército que quer defender a Terra do mesmo destino que Krypton, ela mantém sua posição mesmo quando é condenada e vai contra a própria família, mas ela nunca deixou de ser uma mulher carinhosa com a sobrinha e com o marido, mesmo quando eles tem opiniões diferentes da dela. Cada uma a seu próprio jeito conseguiu chegar onde quis e isso é tão bonito de se ver.

No time dos meninos - não, pera - e o Jim Olsen, hein, com aquela voz grossa e sensual e todos os princípios de bom moço... ai ai. 


Ele já chega arrebatando o coração da Kara - e os nossos também - e o Wes, o melhor amigo nerd na friendzone se sente ameaçado e tal, mas vai vendo que melhora. O mais legal é que quando a namorada do Jim, a Lucy - ela é irmã da Lois - aparece não tem competição, a Kara se afasta e deixa eles serem felizes. O outro "chefe" da Kara, Hank é meio protetor dela e da Alex e a história dele é muito boa, uma ótima surpresa da série.  Na área dos vilões - mais ou menos - Maxwell Lord, nosso eterno Carlisle Cullen agora menos maquiado, é um cara complexo. E rola demais uma química entre ele e a Alex, quero saber quando eles vão se beijar, mesmo que não dê em nada porque ele não é flor que se cheire. Às vezes a gente só tem que fazer as coisas sem pensar muito no depois...

A questão é que a série só fica melhor porque cada vez que a Supergirl enfrenta um vilão e se supera eu mesma me sinto mais forte, parece bobagem, mas realmente me apeguei muito a essa série. Dessa leva de séries em que finalmente o mundo percebeu que existem mulheres de verdade por aí - que surpresa! - eu assisto (Jessica Jones, OITNB, Bones, HTGAWM) e amo várias. Só que resolvi falar sobre essa porque ela mexe de verdade com meu coração e eu sei e não sei ao mesmo tempo porquê. A primeira vista pode parecer bem simplista já que é aquela coisa de vilões que perdem para mocinhos - mais para mocinhas -, contudo existem os conflitos internos dos personagens, um pouquinho de cada vez: é ok passar por cima da lei só porque você pode e tem poderes? E ignorar o sentimento de outras pessoas pra satisfazer os seus? Eu gosto especialmente de a Kara ter formado uma família de escolha, que é muito boa com ela e para ela, sem discriminar nem mesmo os alienígenas - ops, quase spoiler. Cada um deles vai se mostrando aos poucos, nem totalmente bons nem completamente maus, mesmo quando tem boas intenções fazem coisas ruins e às vezes são criminosos que se corrigiram. Eu acho muito gostoso ver que em cada episódio ela aprende alguma coisa nova, não é uma heroína cheia de máximas e acima de todos - como certo primo que ela tem - e é bom ver que ela sabe que nem sempre dá pra salvar o mundo sozinha, você pode e deve contar com pessoas que só querem o seu bem. Ela tem os valores, mas colocar em prática é um desafio diário, quem é que não se identifica com isso?

Sente o poder, miga

Para fechar, eu vou contar qual foi um dos meus episódios preferidos até agora. Em Human For a Day, a Supergirl gasta seus poderes e tem que se contentar em ficar quietinha na dela, mas é claro que tudo de errado acontece e ela entra em conflito por querer ajudar enquanto se sente impotente sendo apenas humana. Sério, vejam esse episódio no mínimo, mesmo que você não veja mais nenhum e se você não gostar da série aí eu não falo mais nada. Eu fiquei de coração na mão e me apeguei mais ainda.

Mais uma coisa: quando eu nascer de novo se eu não vier igual a Melissa Benoist vou abrir reclamação no Procon. Essa garota é um encanto, gente! O cabelo dela é perfeito, ela é engraçada sem ficar caricata, vejam as entrevistas dela, uma fofa. Reparem também no figurino da Kara, muito bom pra se inspirar pro trabalho - fora o uniforme, claro, a não ser que sua empresa seja mais liberal. Eu gosto tanto das roupas dela, discretas, arrumadinhas e confortáveis que pensei até em fazer um post sobre isso, mas tenho preguiça... Vai nesse mesmo, olha.


Agora vai a gente na vida real passar um dia inteiro de trabalho e continuar com a roupa no lugar mesmo sem ter que salvar o mundo... Tirando esses detalhes, afinal isso é uma série, tem que ter uma produção, eu recomendo, insisto que vocês assistam Supergirl. Hoje.
Vai, só unzinho.

I am... Supergirl! - eu amo o jeito que ela fala hehe



sexta-feira, 18 de março de 2016

Darkside Books lança Donnie Darko

Recebi um e-mail muito empolgante hoje e preciso contar pra vocês.

A DarkSide vai trazer um coelho... diferente nessa páscoa. O Frank vem aí!


Não é nada mais, nada menos do que o roteiro na íntegra de Donnie Darko, filme escrito por Richard Kelly. Se você já viu esse clássico cult deve estar tão empolgado/a quanto eu porque o filme é meio louco e intrigante e cheio de teorias conspiratórias. Eu amo a trilha sonora do filme e parece que o cara teve um carinho especial por ela também porque ela já estava bem encaminhada quando ele escreveu o roteiro.

O livro terá um material exclusivo, prefácio do Jake Gyllenhaal - o coração bate forte por ele, sim - e a Darkside sempre capricha, então vai ser de capa dura em edição limitada. Olha que linda:


A pré-venda deve começar nessa semana que vem, então fiquem de olho porque terão marcadores do livro e também a reprodução de trechos do A Filosofia da Viagem no Tempo, o livro que tem um papel fundamental durante o filme.

Quem aí ficou animado por esse lançamento?